A oposição conseguiu as 171 assinaturas que são necessárias para apresentar um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados e protocolou na noite de quinta-feira (12) o pedido de criação da CPI da Vaza Jato.

A ideia é investigar “suposta articulação entre os Membros da Procuradoria da República no Paraná e o então Juiz Sergio Moro, tornada pública em mensagens publicadas pelo site The Intercept“.

As mensagens revelam um conluio entre as autoridades que conduziram a Operação Lava Jato e podem ter acarretado “processos corrompidos em termos de violações a garantias fundamentais e à negativa de direitos”.

O requerimento acusa o ex-juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça do governo Bolsonaro, e procuradores do Paraná de terem usado a estrutura do Poder Judiciário em proveito próprio e para fins políticos.

Se instalada, a CPI vai investigar os crimes de fraude processual, prevaricação, advocacia administrativa e abuso de autoridade.

Assinam o pedido de criação da CPI os deputados André Figueiredo (PDT-CE), Alessandro Molon (Rede-RJ), Daniel Almeida (PCdoB-BA), Ivan Valente (PSOL-SP), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Orlando Silva (PCdoB-SP), Paulo Pimenta (PT-RS) e Tadeu Alencar (PSB-PE).

Para que a CPI seja aberta, são necessárias 171 assinaturas, número que foi alcançado.

“A CPI tem por objetivo analisar um fato relevante que ainda não foi investigado. Esse episódio todo é muito nebuloso e até o presente momento não foi objeto de nenhuma investigação. Há um sentimento forte de que deve haver investigação e a CPI é uma ferramenta adequada para isso”, disse ao Estado o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS).