Em artigo publicado na Revista Opera, o jornalista Por Alan Macleod , fala da possibilidade das vacinas desenvolvidas em Cuba mudarem o jogo na luta pela imunização na América Latina

Quebrando a Big Pharma, por Alan Macleod 

Um ponto de esperança cintila de Cuba, no entanto. A vacina Soberana 2, produzida pelo país, iniciou sua terceira fase de testes na última segunda-feira (1), um movimento que fará com que ela seja testada em aproximadamente 150 mil pessoas nas próximas semanas. A terceira fase de testes é o passo final antes da distribuição massiva.

A perspectiva de uma vacina desenvolvida no sul global que não estará sujeita a leis de patentes rígidas faz com que muitos aguardem ansiosamente os resultados dos testes finais. “O dia 1 de março provavelmente será um marco na luta global contra a Covid-19”, disse Arnold August ao Mintpress. August é autor de vários livros sobre a ilha, incluindo “Cuba-U.S. Relations – Obama and Beyond” (Relações Cuba-EUA – Obama e além, em tradução livre). “Cuba tem uma população de cerca de 11 milhões. No entanto, em concordância com seu espírito internacionalista, o país planeja produzir 100 milhões de doses para outros países. Paquistão, Índia, Vietnã, Irã e a Venezuela são alguns dos países que já expressaram interesse”, conclui.

Outros também concordam. “Uma vacina bem-sucedida de Cuba ajudaria a quebrar o controle global do mercado por grandes empresas farmacêuticas nos EUA e na Europa”, escreveu o diplomata antiguano Sir Ronald Sanders.

No entanto, o contínuo bloqueio norte-americano à ilha tem prejudicado a produção. Uma Cuba sob embargo tem tido dificuldades em comprar matérias-primas necessárias ao desenvolvimento da vacina, enquanto hospitais enfrentam grandes obstáculos na importação de equipamentos. O país também enfrentou problemas na produção de alimentos e no abastecimento de seus cidadãos. De acordo com o governo em Havana, o bloqueio custou à ilha mais de 750 bilhões de dólares desde que foi imposto.

 

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