Um dia após recuar nas críticas, o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir, voltou a atacar Jair Bolsonaro nesta sexta-feira, 18.

O site Brasil 247, destaca na capa de sua edição a entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, do líder do PSL na Câmara Federal, o deputado Delegado Waldir , que acusa o presidente JairBolsonaro de estar “comprando” deputados com “cargos e fundo partidário” para alçar o filho, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), ao posto de líder da bancada. Waldir voltou a chamar Jair de “vagabundo”.

“Eu não menti. Ele me traiu. Se precisar, eu repito dez vezes. Eu fui um dos quatro votos para ele (na disputa pela presidência da Câmara, em 2016), contrariando meu partido na época, o PR. Votei no Bolsonaro. Recusei R$ 2,5 milhões de emendas parlamentares na época e vim para o PSL. Andei 246 municípios no sol. Fui chamado de louco ao defender Bolsonaro. Ele nunca me recebeu e agora me traiu ao pedir ao Bivar, por proposta do Major Vitor Hugo e do governador de Goiás Ronaldo Caiado, o diretório do Estado. Então, é vagabundo”, atacou o Delegado Waldir.

Estilo explosivo

Mais votado nas eleições para Câmara Federal em Goiás, onde somou mais de 271 mil votos, o Delegado Waldir é conhecido por seu estilo explosivo. Eleito em 2014 pelo PSDB do governador Marconi Perillo, também com votação expressiva, ele rompeu com o tucano e foi para o PL, onde se candidatou  à prefeitura de Goiânia em 2016, ficando em terceiro lugar. Rompeu depois com o PL e foi um dos primeiros a se filiar no PSL, sendo o primeiro parlamentar na Câmara dos Deputados a defender a candidatura de Jair Bolsonaro à presidência da República.

Sobre se a bancada do PSL ainda votar (a com o governo), Waldir disse que não haverá consenso em todas as pautas com o governo. “Qualquer conduta do presidente de tentar inibir os órgãos de combate à corrupção não terá nosso apoio, como já foi feito com o (Conselho de Controle de Atividades Financeira) Coaf, com enfraquecimento da Polícia Federal, do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, a ação do governo em relação à CPMI das Fake News”, afirmou.

Em relação à atuação do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), que gravou a conversa em que Waldir diz que “implodir” Bolsonaro, ele prometeu que irá pedir a cassação do colega de partido.

“Ele não atacou ao partido, atacou ao Parlamento, ao gravar vários deputados. Isso é Conselho de Ética e apuração criminal. Vamos pedir, assim como foi feito com Eduardo Cunha (ex-presidente da Câmara, atualmente preso), que é a cassação. O PSL vai fazer esse pedido”, afirmou.

Retaliação

Luciano Bivar é presidente nacional do PSL e deputado federal pelo Estado do Pernanbuco, onde também é dirigente do Sport de Recife

O presidente nacional do PSL, Luciano Bivar ()PSL-PE) anunciou a suspensão de cinco deputados aliados ao presidente Bolsonaro. Ele também confirmou que os filhos do presidente, o deputado senador Flávio Bolsonaro (RJ) e o filho Eduardo Bolsonaro (RJ), estão destituídos dos comandos do PSL do Rio de Janeiro e de São Paulo, respectivamente. Luciano Bivar também  aumentou nesta sexta-feira (18) sua representação no diretório nacional da legenda.