“O presidente foi na condição de subalternidade total. (…) A ideia fixa dele é um pacto com os EUA, contra o marxismo cultural. Infelizmente toda essa ignorância preside o País”, analisa.

O editor-chefe do GGN Luis Nassif participou nesta semana do programa Bom Para Todos, da TVT, para comentar a passagem de Jair Bolsonaro e comitiva pelos Estados Unidos.

Nassif avaliou que, à parte a pauta militar, Bolsonaro não tinha nenhuma agenda. Mais do que isso, seu deslumbramento com Donald Trump, o destaque dado a Olavo de Carvalho, as visitas às agência de espionagem e as concessões a turistas americanos sem contrapartidas para os brasileiros foram sinais de total despreparo para governar.

“O presidente foi na condição de subalternidade total. (…) A ideia fixa dele é um pacto com os EUA, contra o marxismo cultural. Infelizmente toda essa ignorância preside o País.”

“Impressionante um país dos maiores do mundo cair nas mãos de um governo sem noção. Não é um governo conservador. É um governo completamente irracional e contra qualquer avanço civilizatório.”

Xadrez

Num vídeo no seu canal de Youtube, o jornalista Luis Nassif também fez o seu “Xadrez Político”, coluna de análises, onde comentou o embate nesta semana entre STF (Supremo Tribunal Federal), os procuradores da Lava Jato de Curitiba, que têm como aliado o ministro da Justiça Sérgio Moro, e por último a briga deste como o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM), que resultou na prisão do ex-presidente Michel Temer (MDB-SP) e ex-ministros do seu governo, entre eles, o sogro de Maia, o ex-,ministro Moreira Franco (MDB-RJ).

Confira:

O Supremo Tribunal Federal, pela primeira vez, se une contra as fake news. Mas o que Dias Toffoli e Alexandre de Moraes estão fazendo está fora de entendimento.

Uma coisa são as redes de fake news, com robôs espalhando teorias conspiratórias e ataques caluniosos. Esses são os bandidos, não o sujeito que excede na opinião. Se este último difamar, caluniar um ministro do Supremo, que processem. Mas o foco da investigação deve ser nas milícias virtuais.

(…)

SE OS POLÍTICOS E O SUPREMO TIVEREM BOM SENSO, ESTAREMOS PERTO DE UM ACORDO PARA RECONSTRUIR O CENTRO DEMOCRÁTICO.

Esse bom senso e a pacificação nacional vão surgir em breve, e o ponto central em que ser a libertação do Lula. Não tem jeito. A prisão do Lula representa uma mancha e um descrédito em qualquer tentativa de falar de normalidade democrática.

Os partidos vão ter que suspender isso, num pacto entre pessoas de bom senso – moderados do PSDB, PT, PDT, e as próprias Forças Armadas da ativa, o lado legalista – porque o que está em jogo é Brasil. Não é Lula nem PT. É o Brasil contra um sistema de crime organizado cuja a expressão maior são as milícias. E hoje o principal ator da Lava Jato, Sergio Moro, virou avalista de um presidente que está cercado de suspeitas em relação às milícias.

Essa recuperação do Brasil institucional passa pelo STF cerrando fileiras contra os abusos, mas com discernimento. O jogo não é atacar quem está criticando, mas as milícias virtuais. É isso que a PF tem que levantar.

Assista aqui, ao comentário completo.