Um novo sistema de monitoramento com imagens do VIIRS, desenvolvido pela NASA com as Universidades da Califórnia em Irvine (EUA) e de Cardiff (Reino Unido), indica que 54% dos focos de incêndio registrados neste ano na Amazônia estão associados ao desmatamento.

O sistema é o 1º capaz de apontar em tempo real não apenas a localização dos focos, mas também a razão pela qual eles ocorrem – incêndios florestais, queimadas pequenas para limpeza de pastagem, queima natural ou incineração de árvores após o desmate, segundo informa O Globo.

Os dados do VIIRS indicam também que os focos de incêndio aumentaram ao longo do último mês, mesmo com a vigência da moratória de queimadas decretada pelo governo em julho.

Na Folha, os pesquisadores responsáveis pelo novo sistema manifestaram preocupação com a intensificação do desmate e das queimadas na Amazônia. “Aparentemente, nós estamos caminhando para uma situação comparável à de 2019 ou até pior”, disse Paulo Brando, da Universidade da Califórnia em Irvine. “A preocupação é que se uma seca mais severa ocorrer e fizer com que a floresta fique mais inflamável, nós poderemos ver um dos piores desastres ambientais na Amazônia no século XXI”.

Em tempo: Na Deutsche Welle, Martin Kuebler ressaltou as marcas que os incêndios estão deixando na Amazônia ao longo dos últimos anos. Mais do que a vegetação carbonizada, o fogo consome também o solo, que perde nutrientes e fica empobrecido, o que prejudica o processo de regeneração natural da floresta. Mesmo árvores maiores, que sobrevivem com mais facilidade às queimadas, acabam sucumbindo algum tempo depois por conta da dificuldade de sobreviver em um ambiente desfavorável.

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