O movimento #EleNão reuniu mulheres trabalhadoras, do campo e cidade, das florestas, das águas, negras, indígenas, bissexuais, travestis, transexuais, lésbicas, com deficiência, brancas e amarelas que estiveram nas ruas do país contra a rede de Fake News organizada para distribuir mentiras durante o processo eleitoral.

Neste ano, o movimento de mulheres vai às ruas pedir o fim deste governo e lutar contra os desmandos e desmontes praticados por Bolsonaro.

Não admitimos as tentativas autoritárias do presidente e seus apoiadores de acabar com as condições democráticas no nosso país.

Por esse motivo, convidamos as mulheres de todas as organizações, coletivos, partidos políticos e movimentos feministas e sociais do país, bem como todas as ativistas independentes, para marcharmos juntas neste 8 de março em defesa da democracia e dos nossos direitos, pela nossa liberdade, pela vida das mulheres e contra este governo conservador, reacionário, racista, machista, xenófobo e LGBTfóbico e que já declarou inúmeras vezes que tem o movimento de mulheres organizado como seu inimigo.

Estamos de pé na defesa dos avanços dos direitos conquistados pela classe trabalhadora que vêm sendo retirados.

Vamos lutar contra a violência e o corte de verbas promovidos pelo governo Bolsonaro aos programas sociais, que fragilizam e colocam em risco a vida das pessoas mais pobres.

Caminharemos juntas contra todas as formas de violência, pelo direito à diversidade, à autonomia, à liberdade, pelo direito e soberania de nossos corpos, pelo direito de existir.

Somos contra a reforma trabalhista, a reforma da previdência, a Emenda Constitucional 95 que congelou os investimentos públicos por vinte anos e contra a “nova” proposta de reforma administrativa desse governo.

Defendemos uma aposentadoria digna, o direito às políticas sociais, políticas públicas que defendam nossas vidas e o direito de viver com dignidade, pois somos nós que sustentamos a maioria das famílias neste país.

Marchamos contra a opressão histórica que silencia mulheres de diversas formas e contra o machismo, o racismo, a lesbofobia e a transfobia que nos mata todos os dias.

Denunciamos o genocídio e o encarceramento em massa da população negra e indígena.

Estamos nas ruas pela vida de TODAS as mulheres, brasileiras e imigrantes.

Em cada estado do país iremos ressoar a luta por demarcação de terras indígenas e quilombolas, denunciando os desastres ambientais que vimos se espalhar pelo país, em especial na Amazônia, Brumadinho e no Nordeste.

Nossas vozes também ecoarão alto em defesa da Petrobras, em solidariedade à greve dos Petroleiros e pela garantia da soberania nacional, ameaçada diariamente pela obsessão de Bolsonaro em entregar nossas riquezas e patrimônios para os interesses estrangeiros.

Ocuparemos as ruas em defesa do Estado laico e pelo respeito a todas as religiões e aos que não tem nenhuma, por uma convivência harmoniosa e respeitosa.

Lutaremos pelo direito da pluralidade de vozes, em defesa de todas as formas de organização da classe trabalhadora e da sociedade civil.

Nós não esquecemos que, há dois anos, foi executada Marielle Franco, parlamentar mulher, negra, favelada, que amava mulheres e era de esquerda.

Marielle foi assassinada pelo projeto político que representava em seu próprio corpo e até hoje não temos respostas.

Exigimos justiça para Marielle e punição aos mandantes de seu assassinato.

Atentas, mobilizadas e organizadas para defender o Brasil e o nosso povo, neste mês de março mostraremos toda a nossa força.

Convidamos todas a se somarem aos atos convocados em todos os estados do país neste dia 8 de março, Dia Internacional de Luta da Mulher Trabalhadora.

Também nos incorporamos ao chamado dos atos que acontecerão no dia 14 de março, data que marca dois anos da execução da vereadora Marielle Franco, e ao dia 18 de março, quando iremos às ruas em defesa dos serviços públicos de qualidade.

É por nossas vidas, democracia e direitos!

Mulheres Contra Bolsonaro

A democracia não será silenciada! Ditadura nunca mais!

Secretaria Nacional de Mulheres do PT, Ação da Mulher Trabalhista – PDT, PCdoB, PCB, PCR, PSOL, PSTU, Secretaria Nacional de Mulheres do PSB, UP – Unidade Popular pelo Socialismo, Afronte!, ABGLT – Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transsexuais e Intersexos, ABL Articulação Brasileira de Lésbicas, ANPG – Associação Nacional de Pós-Graduandos, ANTRA – Associação Nacional de Travestis e Transsexuais, Artjovem LGBT, Católicas pelo Direito de Decidir, Círculo Palmarino, Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro