O vice-presidente da República e e presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal, Hamilton Mourão, afirmou nesta sexta-feira (28/8) que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, se precipitou ao anunciar a suspensão de operações contra o desmatamento ilegal na Amazônia e a queimadas no Pantanal.

Mais cedo, o Ministério do Meio Ambiente anunciou a suspensão das ações devido ao bloqueio orçamentário de R$ 60,6 milhões do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Segundo Mourão, esse bloqueio não será efetuado.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a decisão anunciada pelo Ministério do Meio Ambiente de suspender verbas para ações contra desmatamento da no Brasil é “inaceitável”.

O ministro se precipitou, pô. O ministro teve uma precipitação aí e não vai ser isso que vai acontecer, não vai [sic] ser bloqueado os R$ 60 milhões aí, entre Ibama e ICMBio, que são exatamente do combate ao desmatamento e a queimada ligada á área do ministério”, disse Mourão a jornalistas.

O Ministério do Meio Ambiente informou que na tarde de hoje houve o desbloqueio financeiro dos recursos do Ibama e ICMBio e que, portanto, as operações de combate ao desmatamento ilegal e às queimadas prosseguirão normalmente”, diz a nota atualizada.

Após a divulgação da nota, o vice-presidente disse que conversou com Salles por telefone e afirmou que o ministro “não agiu da melhor forma” ao anunciar o bloqueio de recursos e suspensão de operações.