Ex-juiz e ex-ministro da Justiça de Bolsonaro anuncia desistência de projeto político e que vai passar uma temporada no exterior.

Sérgio Moro “pegou descendo”. Vazou, como se diz na gíria popular. Onisciente e onipresente no auge de sua carreira como “líder” da Operação Lava Jato, ele agora amarga o ostracismo.

Segundo a coluna da jornalista Mônica Bergamo (Folha), o ex-juiz Sergio Moro vai deixar o Brasil. Moro, que prendeu o ex-presidente Luiz Inácio da Silva, ajudou a eleger Jair Bolsonaro, foi ministro da Justiça e depois saiu do governo com a pecha de “traidor” está se impondo um auto exílio.

“O ex-ministro da Justiça Sergio Moro está sendo pressionado pela família a sair do Brasil. A ideia é que ele passe uma temporada dando aulas de Direito em outro país. E, assim, fique distante da política e de eventual projeto eleitoral de concorrer à Presidência”, escreve Mônica.

“A mulher dele, Rosângela Moro, tem repetido a interlocutores que o marido já deu a contribuição que tinha que dar ao país e que a política partidária, com seus embates selvagens, não seria para ele. Estaria na hora de novamente cuidar da vida pessoal e profissional”, acrescenta. Moro tem demonstrado pouco apetite para uma disputa eleitoral, embora seja um dos potenciais nomes da direita brasileira, embora abaixo de Bolsonaro.

O ex-juiz baixou o tom nas redes sociais em relação a Bolsonaro —e até já disse, em conversas reservadas, que não deveria ter saído do governo da forma que fez: atirando.

O movimento lava-jatista, do qual Moro é estrela, tem sofrido derrotas seguidas na esfera política. A indicação do desembargador Kassio Nunes Marques para o STF (Supremo Tribunal Federal) é a mais recente delas —deixando o ex-ministro e seus seguidores cada vez mais isolados. Registra-se que Kássio Nunes é tido com anti-lava-jato, o que pressupõe novas derrotas para Moro at caterva nas próximas decisões do Supremo sobre os métodos da operação.

Com informações do UOL e DCM