Em depoimento de oito horas na PF ex-ministro da Justiça apresentou conversas, áudios e e-mails trocados com o presidente  e auxiliares no período que ocupou o cargo.

O ex- juiz e ex- ministro da Justiça e Segurança Sérgio Moro chegou à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba por volta das 13h50, e por lá ficou por cerca de oito horas.

Ele levou novas conversas de Whatsapp e outros arquivos digitais que serão periciais pela PF, diz o jornalista Renato Souza, do Estadão, no Twitter.

“Além do presidente Bolsonaro, o ex-ministro também apresentou diálogos com outras autoridades do governo para fundamentar as acusações. Muitas vezes Bolsonaro enviava intermediários”, revelou no twiiter  o jornalista Renato Souza do Estadão

De acordo com uma fonte na PF, terminou há pouco o depoimento do ex-ministro Sergio Moro. Ele detalhou as acusações contra o presidente Jair Bolsonaro ao longo de mais 8 horas de oitiva. Moro levou novas conversas de Whatsapp e outros arquivos digitais que serão periciais pela PF
Renato Souza

@reporterenato
Entre os arquivos entregues por Moro, estão áudios e conversas de e-mail. Além do presidente Bolsonaro, o ex-ministro também apresentou diálogos com outras autoridades do governo para fundamentar as acusações. Muitas vezes Bolsonaro enviava intermediários…

O depoimento de Moro à PF foi autorizado pelo ministro Celso de Mello, que deu cinco dias de prazo para a corporação ouvir o ex-magistrado.

Segundo o blog de Bela Megale, do jornal O Globo, Sergio Moro reiterou acusações e entregou novas provas contra o presidente Jair Bolsonaro e sua suposta atuação para intervir na Polícia Federal.

Grampeador de presidentes

Esta é a segunda vez que Moro grampeia um presidente da Republica.  A primeira foi em 16 de março de 2016, quando divulgou ilegalmente para a Rede Globo a conversa telefônica entre a presidenta Dilma Roussef (PT) e o ex- presidente Lula (PT).

O grampo nos diálogos telefônicos entre Dilma Rousseff e Lula, em 2016, não tinham autorização legal. As gravações foram feitas após o próprio Moro pedir a interrupção dos grampos, ou seja, fora do período permitido

A suspensão da captação do áudio do telefone de Lula, em que ele conversou com Dilma, foi determinada às 11h12 do 16 de março de 2016. O diálogo foi gravado às 13h32.

Um delegado comunicou o conteúdo a Moro às 15h34, mas mesmo assim Moro levantou o sigilo às 16h21 do mesmo dia.

Na época, Moro até pediu desculpas ao STF, dizendo que a divulgação não teve motivação político-partidária e que “não havia reparado antes no ponto”, mas que não via relevância naquilo.