Conselho de ética do diretório estadual do partido aprovou por unanimidade a exclusão do partido de Adib Elias, Paulo do Vale e Fausto Mariano, mas senador Luis Carlos do Carmo prevê reverter decisão no diretório nacional
Os prefeitos dissidentes do MDB, que apoiaram em 2018 a campanha do senador Ronaldo Caiado (DEM) ao governo do Estado foram expulsos ontem do partido. A decisão foi tomada pelo Conselho de Ética do Diretório Regional do MDB, que é presidido pelo ex-prefeito de Abadia de Goiânia, Waldeci Mendonça. Os três membros do conselho votaram todos  pela expulsão, excluindo do partido os prefeitos Adib Elias (Catalão), Paulo do Vale (Rio Verde) e Fausto Mariano (Turvânia).
Justiça
Os dissidentes, no entanto, acreditam que a decisão não é definitiva. Eles aguardam dois posicionamentos, um da Justiça, outro do Diretório Nacional do partido. Os prefeitos caiadistas questionaram a realização da convenção na data marcada. Pelo regimento do partido a renovação do diretório estadual poderia ser feita até o mês de junho. Daniel antecipou a convenção para janeiro e confirmou a reeleição, os caiadistas, no entanto, não apresentaram chapa e por isto defendem a anulação da convenção. A decisão da desembargadora Nelma Perilo derrubou liminar do juiz Sandro Fagundes, solicitada pelo prefeito de Catalão, Adib Elias, que questionava a realização da convenção.A expectativa  dos dissidentes é que o caso retorne ao juiz Sandro Fagundes e que seja confirmada a sua decisão inicial.
Nacional
Ex-prefeito de Formosa, o secretário de Governo Ernesto Roller, desfiliou-se do MDB ontem, e no seu entendimento a decisão do diretório estadual poderá ser revertida pelo diretório nacional. Em entrevista ao jornal Opção, Roller disse que ““a direção estadual do partido vai na contramão do que deve ser feito sob aspecto de correção da condução partidária. Ai vai ser um embate em que vai ser necessário que a direção nacional tome um posicionamento sobre isso”, frisa.
Em nota publicada pela Coluna Giro, de O Popular, o senador Luiz Carlos do Carmo informou que entrou com pedido de intervenção no MDB  reverter as expulsões dos prefeitos Adib Elias (Catalão), Fausto Mariano (Turvânia), Paulo do Vale (Rio Verde). Carmo formulou o pedido junto ao presidente nacional da sigla, o ex-senador Romero Jucá (RR).
Segundo a nota, o documento também cita o prefeito Renato de Castro, alvo de processo no diretório municipal de Goianésia, e foi entregue ao presidente da executiva nacional emedebista, o ex-senador Romero Jucá, com as assinaturas de 12 dos 13 integrantes da bancada da sigla no Senado.
Luiz  do Carmo cita como principal argumento para defesa dos prefeitos dissidentes, que ele próprio fez campanha para o senador Ronaldo Caiado e não foi incluido no processo de expulsão. “Era suplente e só assumi porque Caiado ganhou o governo. E eu fui o que mais trabalhou pela eleição dele. Então, também deveria ser expulso. Não quero comando de diretório, nada. A intervenção é só para que não sejam expulsos”, ressalta, lembrando que é o único goiano emedebista no Congresso Nacional. Segundo a nota, Jucá sinalizou para a “anistia” dos prefeitos.
O prefeito Adib Elias também vê incoerência na decisão do diretório. Ele enfatiza que o lider do governo, o deputado estadual Bruno Peixoto (MDB) poderia ser alvo do mesmo processo. Embora ele tenha apoiado a campanha de Daniel Vilela ao governo do Estado, aceitou assumir a liderança do governo de Caiado, observa.
Outro lado
Matéria veiculada no Opção On Line confirma que nenhum dos julgados compareceu à votação. “Segundo a advogada do prefeito de Rio Verde, Amanda Freire, os votantes justificaram a decisão dizendo que a dissidência configurou em “agressão ao estatuto  ao código de ética”. Ela disse que sustentou que o processo foi aberto em 16 de abril de 2018 e a convenção que lançou Vilela candidato foi em agosto do mesmo ano, mas o argumento não foi aceito pela mesa”, registra a matéria.
Ainda de acordo com o Opção, o advogado do partido, Marconi Pimenteira, disse que, ao contrário do que vem sendo ventilado, a decisão do diretório estadual é soberana e não depende de aval da direção nacional. “Não chegou nenhuma ordem do diretório nacional, nós temos independência administrativa e é para isso que existe o conselho de ética, para apurar o que seja competência da circunscrição de Goiás”, alegou.
Os trabalhos do Conselho de Ética,  foram conduzidos pelo presidente, Valdeci Mendonça, acompanhado pelo  relator do caso,  o vereador Ezizio Barbosa,  pelo ex-deputado estadual Liosmar Mendanha por  Fausto de Paula, José Gomes, Lucimario Gouveia, Dra. Silvana Alves e o primeiro suplente, Márcio Lins.