Pesquisa mostra que  aumenta a rejeição ao bolsonarismo.

Diretor e fundador do instituto Vox Populi, o sociólogo Marcos Coimbra avalia que a maioria da população brasileira não vê com bons olhos a gestão de Jair Bolsonaro, que faz um governo sofrível e tem conduzido mal o país durante a pandemia do coronavírus.

Desde o início da crise sanitária do Covid-19, mais de 72 mil brasileiros perderam a vida para a doença e nesta quarta-feira vamos assistir à quebra de 1,9 milhões de pessoas infectadas.

“A pesquisa mostra que o país não é isso que está no Palácio do Planalto”, aponta Coimbra. “O Brasil é muito melhor que Bolsonaro e a pesquisa ajuda a ver isso”.

Ele lembrou que a rejeição a Bolsonaro é enorme e a maioria da população atribui a Bolsonaro a responsabilidade pela crise sanitária decorrente da pandemia do coronavírus e pela crise econômica nacional. Segundo a Vox, 49% consideram negativo seu desempenho no combate à epidemia.

Rejeição ao bolsonarismo

Sobre a crise política, 63% dos entrevistados discordam das críticas do presidente da República ao Congresso Nacional, ao Supremo Tribunal Federal, aos partidos de oposição e à mídia.

O mesmo percentual concorda com a decisão do STF de quebrar os sigilos e prender apoiadores de Bolsonaro que fizeram ameaças contra a democracia e integrantes das cortes nas redes sociais e em manifestações públicas.

A Vox mostra que 45% acreditam no envolvimento direto de Bolsonaro com a corrupção.

De acordo com o levantamento, o cenário eleitoral das disputa nos mais de 5 mil municípios brasileiros não será fácil para os candidatos que contam com a simpatia do Palácio do Planalto e do presidente.

A rejeição a candidatos a prefeito apoiados por Bolsonaro é alta. Segundo a pesquisa, 46% dos eleitores ouvidos pelo instituto preferem um candidato contrário a Bolsonaro para conduzir as cidades brasileiras a partir de 2021, enquanto 25% preferem um prefeito alinhado ao Palácio do Planalto.

O levantamento de opinião pública foi realizado pela Vox Populi entre 25 de junho e 3 de julho, ouvindo 1.500 pessoas por telefone, residentes em todos os estados e no Distrito Federal, exceto Acre, Amapá e Roraima, em capitais, regiões metropolitanas e no interior, de todos os estratos socioeconômicos. A margem de erro é de 2,5%, estimada em um intervalo de confiança de 95%