A marcha pela Educação está vencendo com folga o trote em favor da ignorância. Balanço feito as 13hs pelo G1 revelou que a manifestação contra os cortes na educação desta quinta, 30 de maio, já é maior que o ato pró-Bolsonaro realizado no domingo, dia 26.

De acordo com o G1, até às 19h30 foram registrados atos em ao menos  que levaram multidões a 116 cidades de 22 estados e do Distrito Federal. Esta é a segunda manifestação organizada contra o contingenciamento de recursos para instituições de ensino superior, anunciado pelo governo no fim de abril.

No mesmo horário do último domingo (26), quando ocorreram manifestações em apoio ao governo do presidente Jair Bolsonaro, foram contabilizados protestos em 52 municípios de 12 estados e no Distrito Federal.

Em São Paulo, segundo o site Brasil247 o protesto se concentrou no Largo da Batata, zona oeste da capital, que ficou lotado e onde lideranças estudantis discursam, como a presidente da UNE, Mariana Dias, que lembrou que “Bolsonaro não é o rei do Brasil”.

No Rio de Janeiro, uma multidão se reuniu da Candelária desde as 15h e toma as ruas da região central ao cair da noite. Em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense

GOIÁS

O #30M em Goiás começou nesta quinta-feira (30) com passeatas em Catalão, Ceres e Posse; concentração em Rio Verde e roda de conversa na cidade de Goiás e aula na rua em Posse.

Em Goiânia a marcha reuniu estudantes e professores da UFG(Universidade Federal de Goiás) dos Institutos Federais, UEG, e estudantes de escolas públicas e privadas, além de pais de alunos e sindicalistas.

Bia Lima, presidenta do Sintego (Sindicato dos Traba-lhadores em Educação do estado de Goiás) diz que o movimento cresceu, em relação ao ato ocorrido no dia 15 passado, porque a sociedade  compreende a importância da educação.

“O governo Temer congelou os investimentos na Educação; este governo do Bolsonaro propõe cortes. O povo sabe que o futuro do país, principalmente  dos jovens,  depende da qualidade da educação, por isto está indo às ruas protestar contra estes cortes, que não afetam só as universidades, mas todo o ensino, do fundamental  ao ensino médio”, explica Bia.

Diretora da UNE, Thaís Falone criticou em entrevista Rádio Trabahador (www.radiotrabalhador.com.br)  os ataques constantes de que as entidades estudantis, movimentos sociais e sindicatos vêm sofrendo por parte de Bolsonaro e reforçou a importância de todos se juntarem às manifestações deste #30M.

Presidentes da Associação dos Professores da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (Apuc), João Batista Valverde, a sociedade está começando a entender o ataque que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) está fazendo às universidades e frisou que os cortes orçamentários afetam também as instituições privadas.

“Na PUC Goiás tínhamos no ano passado 5 mil bolsistas da Bolsa Universitária da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG). O governo Marconi Perilllo (PSDB) deixou de pagar oito meses. O Fundo de Financimento Estudanrtil (Fies) também está atrasado. Isso impacta diretamente os estudantes bolsistas das universidades privadas”, frisa.

BRASIL 

Em Brasília já são mais de 20 mil pessoas participando do #30MPelaEducação. Mobilização começou pela manhã na Praça do Museu Nacional da República.

SÃO PAULO 

Em Ribeirão Preto, ocorreu ato em frente ao campus da USP e durou duas horas. Os manifestantes distribuíram panfletos e exibiram cartazes e faixas com frases como “Sem investimento não haverá conhecimento” e “A educação resiste”. Houve bloqueio de uma via na entrada da instituição, o que deixou o trânsito lento perto da universidade.

Em Santos, petroleiros fizeram ato em apoio aos estudantes e em defesa das refinarias, contra a privatização e a Reforma da Previdência.

Em Araraquara, estudantes protestaram na portaria do campus da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Eles permitiram a entrada de funcionários terceirizados e alunos que desenvolvem algum tipo de pesquisa científica.

Em São Carlos, estudantes, professores e servidores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) saíram em passeata direção ao Centro da cidade. Houve paralisação na UFScar, segundo a associação de professores, mas a assessoria de imprensa da universidade informou que a adesão é uma decisão pessoal e que a instituição funciona normalmente.

Em Tupã, estudantes e moradores participaram de uma mobilização na frente do campus do Instituto Federal de São Paulo (IFSP). Pais e professores também se juntaram ao ato, numa aula aberta que começou por volta de 7h30.

Em Itaquaquecetuba, estudantes, professores e líderes de movimentos fizeram aula pública na praça Padre João Álvares.

Em Birigui, manifestantes se reuniram na Praça James Mellor, em frente à prefeitura. Em Jundiaí, a manifestação foi na Praça da Matriz. Em Presidente Prudente, manifestantes realizaram, no Centro da cidade, uma mesa-redonda para debater e mostrar um pouco do funcionamento das atividades acadêmicas.

Em Franca, a mobilização reuniu estudantes da Unesp na Praça Nossa Senhora da Conceição, no Centro, onde eles distribuíram panfletos.

Sorocaba, no interior de São Paulo, também manda recado a Bolsonaro e Abraham Weintraub:

BAHIA

Na Bahia, um ato tomou as ruas do Centro de Salvador logo pela manhã. Professores e estudantes se concentraram por volta das 9h, no Largo do Campo Grande.

 

ACRE

Em Rio Branco (AC), estudantes de diferentes áreas, professores, sindicatos e movimentos sociais e sindical participaram de ato na Praça da Revolução. Nas ruas, os cartazes também chamam para a greve geral de 14 de junho.

MANOEL FAÇANHA/FETEC-ACManoel Façanha/Fetec-AC

ALAGOAS 

Estudante, professores e apoiadores da educação estão unidos pela educação e contra os cortes do governo Bolsonaro na Universidade Federal de Alagoas, Campus do Sertão. Em Penedo (AL) também houve protesto contra os cortes da educação.

DIVULGAÇÃO/UNEDivulgação/UNE

CEARÁ

Na cidade de Limoeiro do Norte (CE), alunos e professores fizeram caminhada e pararam a reunião legislativa da Câmara Municipal durante o protesto. Também houve manifestação em Iguatu (CE).

MARANHÃO

Em São Luís (MA), estudantes e professores promoveram aula nas ruas. Na parte da tarde, eles realizarão um ato na capital.

BRASIL DE FATOBrasil de Fato

MATO GROSSO

Em Rondonópolis (MT) estudantes, professores e trabalhadores se reuniram desde cedo para protestar em defesa da educação;

MIDIA NINJAMidia Ninja

 

Também em Mato Grosso, na cidade de Tangará da Serra, estudantes e professores se uniram para defender a educação.

BEM NOTÍCIASBem Notícias

MATO GROSSO DO SUL

Indígenas dos povos Terena e Guarani Kaiowá fecharam a BR 262 no município de Aquidauana-MS em defesa da educação.

UNEUNE

 

MINAS GERAIS

Em Visconde do Rio Branco (MG) teve passeata dos estudantes e trabalhadores pela rua da cidade em defesa da educação. Estudantes de Viçosa (MG) também se somaram aos protestos deste dia em defesa da educação pública.

DIVULGAÇÃO/BDFDivulgação/Bdf

PARÁ

As aulas em Belém estão suspensas na Universidade Federal do Pará, na Universidade Federal Rural da Amazônia e no Instituto Federal do Pará.

Estudantes, trabalhadores também ocuparam as ruas de Marabá (PA) em defesa da educação e pelo direito de se aposentar.

REPRODUÇÃOReprodução

PARAÍBA

Em João Pessoa e Sousa ocorreram atos organizados por estudantes e professores. Houve uma panfletagem e passeata na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), no campus de João Pessoa, e diálogo com a população no Calçadão localizado no centro da cidade de Souza.

Na cidade de Patos, na Paraíba, estudantes e a população deram um recado contra os cortes de verbas nas universidades e Institutos Federais de Educação, a reforma da Previdência e rumo à greve geral.

ZÉ GONÇALVES/BRASIL DE FATOZé Gonçalves/Brasil de Fato

PARANÁ

Em Curitiba, estudantes e professores se reúnem no Campus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná. No prédio da universidade, eles estenderam uma faixa “Em defesa da universidade pública”. Alunos, professores e funcionários da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), em Cascavel, participam das mobilizações em defesa da educação. Eles se reuniram deste às 7h na universidade para protestar e convocam também para a greve em 14 de junho. Ato em defesa da educação também ocorreu na cidade de Maringá.

FOTO: UNEFoto: UNE

PERNAMBUCO

Trabalhadores realizaram no início da manhã um ato público em prol da Educação, em frente a Refinaria Abreu e Lima, no Porto de Suape. A categoria deliberou em Assembleia Geral, a aprovação da Greve Geral do próximo dia 14 de junho.

REPRODUÇÃOReprodução

EM Caruaru, teve aula pública e a realização de um grande ato (foto).

divulgação

Em Flores (PE), estudantes levaram cartazes às ruas para defender a educação

UNEUNE

Também em Pernambuco houve manifestações em Araripina e São José do Egito. Já em Garanhuns, alunos, professores e defensores da educação participaram de uma aula pública.

PIAUÍ

Em Teresina, os manifestantes se reuniram na Praça da Liberdade, no centro de capital piauiense e, depois, fizeram caminhada pela Avenida Frei Serafim em defesa da educação rumo à greve geral do dia 14 de junho. Também houve protesto em Picos (PI).

REPRODUÇÃOReprodução

RIO DE JANEIRO

Em Campos, no Rio de Janeiro, os protestos começaram com o bloqueio da entrada principal da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf). Em Petrópolis, os estudantes fizeram o esquenta com confecção de cartazes para os protestos durante a tarde (foto). Outros atos estão previstos na capital, às 16h, na Candelária; em Volta Redonda, às 17h, na Praça Juarez Antunes; e em Petrópolis, às 17h, na Praça Dom Pedro.

THIAGO FLORES/MÍDIA NINJAThiago Flores/Mídia Ninja

RIO GRANDE DO NORTE

Estudantes e professores foram às ruas na cidade de Pau dos Ferros (RN) com cartazes dizendo “Não ao desmonte da educação”.

DIVULGAÇÃODivulgação

RONDÔNIA 

Em Porto Velho, estudantes trancam os portões da Universidade Federal de Rondônia (UNIR).

NARA REIS/BRASIL DE FATONara Reis/Brasil de Fato

SANTA CATARINA

Em Florianópolis, capital do estado, estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina fazem Assembleia Unificada.

PRICILA BAADE/CUT-SCPricila Baade/CUT-SC

Com informações do G1, Rede Brasil Atual, CUT, CNTE e Brasil247.