Brasil de Fato

Marcelo Crivella (Republicanos), prefeito do Rio de Janeiro, foi preso na manhã desta terça-feira (22), por um suposto “QG da Propina” na prefeitura. A operação, realizada pela Polícia Civil e pelol Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), ocorreu por volta das 6h, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade. Segundo o advogado de defesa de Crivella, Alberto Sampaio, o atual prefeito foi pego de surpresa, ainda de pijamas em casa.

Além de Crivella, também foram presos o ex-tesoureiro da campanha de Crivella, Mauro Macedo, os empresários Rafael Alves, Adenor Gonçalves dos Santos e Cristiano Stockler Campos e o delegado aposentado Fernando Moraes.

A ordem de prisão foi dada pela desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita, no âmbito da Operação Hades, e cumprido pela Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro (CIAF) da Polícia Civil e pelo Grupo de Atribuição Originária Criminal da Procuradoria-Geral de Justiça (Gaocrim), do MPRJ.

A investigação teve início em 2018 com a delação do doleiro Sergio Mizrahy, que confessou ser responsável por lavagem de dinheiro para uma organização criminosa existente dentro da prefeitura carioca. Segundo Mizrahy, o chefe de tal organização seria o empresário Rafael Alves. Por meio de mensagens interceptadas pela investigação, Alves afirmou que possui “caneta” dentro da Prefeitura do Rio, sugerindo que possui poder de influência sobre as decisões tomadas pelo Executivo. Para os investigadores, a partir dessa influência, desenvolveu-se o esquema de propina.

Foi no âmbito da Operação Hades que foi veiculada a suposta ligação do prefeito Crivella para o celular de Rafael Alves, então apreendido pela Polícia Civil. Na ligação, os investigadores identificaram a voz de Crivella do outro lado da linha, dizendo: “Alô, bom dia, Rafael. Está tendo uma busca e apreensão na Riotur? Você está sabendo?”.

Como o vice-prefeito de Crivella, Fernando McDowell, morreu em maio de 2018, quem assume a Prefeitura do Rio de Janeiro é o presidente da Câmara de Vereadores, Jorge Felippe (DEM).

A reportagem do Brasil de Fato solicitou posicionamento da assessoria de Marcelo Crivella.

Edição: Camila Maciel