Inflação dos aluguéis sobe mais de 31% no ano, mas filho e ex-mulher de Bolsonaro conseguem negócio camarada para alugar mansão de R$ 3,2 milhões em bairro nobre de Brasília.

Jair Bolsonaro adora falar que defende a família brasileira. Puro blá-blá-blá. Afinal, na hora de garantir a sobrevivência das famílias, o atual presidente só pensa na própria. Foi agindo assim que o ex-capitão conseguiu deixar sete em cada 10 famílias sem renda suficiente para pagar as contas do mês, incluindo o aluguel que não para de subir, enquanto seus filhos se mudam para mansões em bairros nobres de Brasília e forram o bolso com dinheiro das rachadinhas que o papai os ensinou a recolher.

O último tapa na cara da família brasileira, que luta para se alimentar e arrumar trabalho, foi a mansão de R$ 3,2 milhões em Brasília para onde se mudaram o filho Jair Renan e a ex-mulher Ana Cristina Valle. A casa fica perto da mansão de mais de R$ 6 milhões que outro filho de Bolsonaro, o senador Flávio (Patriota-RJ), comprou recentemente.

Como é praxe para a família de Bolsonaro, tudo foi muito facilitado. Dias antes de Renan e Ana Cristina se mudarem, o casarão foi comprado pelo corretor de imóveis Geraldo Antônio Machado, que vive em Vicente Pires, um local muito mais modesto que o luxuoso Lago Sul, onde fica o novo endereço de Jair Renan. E o aluguel cobrado foi mais barato, segundo o próprio Machado confirmou ao site UOL. O preço camarada, justificou o corretor, foi uma opção para “alugar rápido”.

É uma pena que todas as demais famílias brasileiras não possam contar com a ajuda de pessoas como Machado na hora de pagar o aluguel. Para elas, só resta a política econômica de Paulo Guedes, que fez o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), também chamado de inflação do aluguel, subir mais de 31% em um ano.

O aluguel cada vez mais caro, somado aos preços exorbitantes dos alimentos e da gasolina (veja quadro acima), deixa as famílias do país em situação cada vez mais dramática. Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), divulgada na semana passada pelo IBGE, os rendimentos recebidos por 72% das famílias brasileiras são insuficientes para arcar com as despesas mensais.

O resultado é um índice recorde de endividamento, que atinge mais de 58% dos lares, sem falar na volta da fome e no desemprego também recorde, que atinge quase 15 milhões de pessoas hoje no país. Que proteção é essa, Jair?

 

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