Presidente da Câmara Federal peticiona ao STF (Supremo Tribunal Federal) pedido para que parte dos parte dos R$ 2,5 bilhões do fundo da Petrobras – recurso oriundo de multas pagas empresa  que o procurador Deltan Dallagnol queria usar irregularmente  para criar um fundo a ser administrado pela Lava Jato -, seja usado para combater as queimadas na Amazônia e também para investimentos na Educação.

Marcus Vinícius

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) fica batendo cabeça, sem saber o que fazer diante da maior tragédia do bioma amazônico, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) mostra que está mais atento aos problemas reais do país. Maia foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedir a divisão dos recursos do Fundo da Petrobrás, que seriam usados no combate à corrupção, mas estão parados, segundo ele, para que sejam investidos no combate às queimadas e também para pagar despesas relativas à Educação.

“Minha proposta para o combate às queimadas é efetiva. Peticionarmos juntos no Supremo, pedindo os R$ 2,5 bilhões do fundo da Petrobras para a educação e também para a Amazônia”, escreveu Rodrigo Maia no Twitter nesta sexta-feira (23), destacando que os recursos do fundo da Petrobras “estão parados e entrariam hoje no caixa do governo e poderiam, inclusive, ir para os estados da região”.

STF e PGR brecaram patranha de Dallagnol
O fundo da Petrobras foi criado no início do ano, depois de um acordo celebrado entre a estatal, a justiça norte-americana e a Força-Tarefa da Laja Jato. Os recursos correspondem a multas pagas pela Petrobras e seriam geridos por meio de uma fundação independente, criada pelo procurador chefe da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, sob a suposta intenção de investir em projetos de interesse social e combate à corrupção.

A iniciativa de Maia, junto ao STF se justifica porque um dos ministros do Supremo, Alexandre de Moraes, concedeu liminar para suspender o acordo firmado entre a Petrobras e procuradores da força-tarefa da Lava-Jato . Ele também determinou o imediato bloqueio de todos os valores depositados pela Petrobras. O dinheiro permanece em depósito judicial até que a Corte tome decisão definitiva sobre o caso. A decisão foi tomada a pedido da procuradora-geral da República (PGR), que recorreu à Corte contra a criação da fundação.

A sugestão de Maia, demonstra a atitude necessária diante de um problema que está torrando a imagem do Brasil no exterior, ameaçando o agronegócio do país de sofrer sanções das principais economias do planeta. Maia reforça as políticas de combate ao desmatamento na Amazônia que foram abandonadas pelo presidente Bolsonaro e pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que enfrenta processo de impeachment no Senado, pela sua incompetência na proteção ao patrimônio ambiental do país.

 

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