Presidente da Câmara trabalha pelos 132 votos do PT, PSB, PDT, PSOL, REDE, PC do B para o candidato de seu grupo para vencer Artur Lira (PP), que tem apoio do governo federal.

Do DCI

Como Rodrigo Maia (DEM) teve sua candidatura a reeleição vetada pelo STF no começo do mês, o parlamentar deve buscar algum candidato para apoiar na eleição da câmara dos deputados. Maia ainda não tomou sua decisão e vem estudando quem vai ter seu apoio. Contudo, o partido Republicanos declarou apoio à candidatura de Arthur Lira (PP), candidato apoiado por Jair Bolsonaro (PSL), o que pode ser um problema para que o atual presidente consiga votos suficientes para seu candidato.  Maia, então, vai procurar buscar votos nos partidos de esquerda.

Eleições Câmara

Com a migração do Republicanos para o lado de Lira, os partidos do bloco, que incluem ainda PP, PSD, PSC, PL, Avante, SD, Patriota e PROS, somam 193 deputados, contra 158 do bloco de Rodrigo Maia (DEM). Contudo, o atual presidente da câmara ainda não definiu para quem irá seu apoio na eleição.

Rodrigo Maia pode focar em tentar conquistar os votos dos partidos de esquerda agora, que somam 132 parlamentares. Inclusive, na terça-feira Maia reuniu as legendas da esquerda com o objetivo de evitar dissidências que possam fortalecer a candidatura do nome apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Maia (centro) tenta viabilizar a eleição de Aguinaldo- PP (e) ou Baleia(-MDBd)

Estavam presentes na conversa líderes e dirigentes de PT, PSB, PDT e PC do B. Além dos dois nomes apoiados por Maia: o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), líder da Maioria, e Baleia Rossi (SP), presidente do MDB.

Também é preciso prestar atenção no Podemos, com 10 deputados, e o Novo com 8, que ainda não se posicionaram.

Ainda assim, como existem divisões dentro dos partidos e o voto é secreto não é possível fazer uma previsão concreta de quem irá vencer as eleições na câmara dos deputados.

Eleições câmara - Arthur Lira

Arthur Lira (PP) (Foto: Agência Brasil).

Posicionamento da esquerda

Para tentar frear o avanço do candidato de Bolsonaro, líderes de PT, PSB, PDT e PCdoB costuram um bloco para unificar a esquerda em torno de um único nome à presidência da Câmara. Entretanto, ainda não está descartada a possibilidade de lançar um nome ligado à esquerda, apenas, principalmente por parte do PT.

Partidos de centro-esquerda, como PSB e PDT avaliaram que o mais importante é apoiar um candidato para derrotar Bolsonaro do que lançar algum de seu partido em si. O PSOL também está indo por essa linha. Contudo, não é possível prever que uma legenda inteira siga essa regra.

Ontem, o PT decidiu que não irá apoiar o candidato Arthur Lira (PP). A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, publicou no Twitter que “o PT não comporá bloco para a mesa da Câmara com candidatura apoiada por Bolsonaro”.

Segundo informações da Folha de São Paulo, Maia disse não ter pressa em fechar um nome e afirmou que isso pode ajudar a atrair mais partidos e apoio em torno de seu bloco.

Maia acusa Bolsonaro de mentir sobre 13º do Bolsa Família

Presidente da Câmara afirma que o Parlamento ainda pode trabalhar em janeiro para construir os caminhos para incluir brasileiros no Bolsa Família

 

Em discurso no Plenário, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acusou o presidente Jair Bolsonaro de mentir ao dizer que ele (Maia) era o responsávelo pelo fato de o governo não pagar neste ano o décimo-terceiro salário para os beneficiários do Programa Bolsa Família.

“O próprio ministro Paulo Guedes hoje confirmou que o presidente é mentiroso quando disse que de fato não há recursos para o décimo-terceiro do Bolsa Família”, rebateu. “Ontem, fiquei muito irritado porque nunca imaginei que em um País como o Brasil um presidente da República pudesse, de forma mentirosa, tentar comprometer a imagem do presidente da Câmara ou de qualquer cidadão brasileiro.”

O presidente da Câmara afirmou que o Parlamento ainda pode trabalhar em janeiro para construir os caminhos para incluir de 8 a 12 milhões de brasileiros no Bolsa Família, sem ferir as regras orçamentárias. “Propus não termos recesso, nem a Câmara, nem o Senado nem o Judiciário para trabalhar em janeiro na construção de um programa social dentro da realidade do Orçamento primário do Brasil”, disse.

Com informações da Agência Câmara de Notícias