Os marqueteiros das campanhas de Maguito Vilela (MDB), Vanderlan Cardoso (PSD) e Elias Vaz (PSB) terão que se rebolar para “limpar a barra” destes candidatos junto ao eleitorado feminino. É que a constituição de suas coligações feita excluindo mulheres da chapa majoritária.

No caso de Maguito o apoio do PL foi feita ao custo da intervenção do diretório estadual, comandado por Flávio Canedo, esposo da deputada federal Magda Moffato, que retirou a candidatura da vereadora Dra Cristina Lopes. A união entre Vanderlan Cardos (PSD) e Wilder Moraes (PSC), rifou Valdelice “Nega da Moda (AVANTE) da vice. Já na aliança entre PSB-PDT-REDE que apoia Elias Vaz, a vítima foi a arquiteta Maria Ester.

As mulheres declararam guerra.

Dra. Cristina Lopes, Valdelice Ribeiro e Maria Ester, tiveram as candidaturas retiradas em prol de Maguito Vanderlan e Elias Vaz

Briga judicial
Dra Cristina entrou na Justiça para anular a ata da convenção do PL, conforme registra matéria da jornalista Karla Araújo, ao O Popular: “Cristina confirmou que entrará com processo na Justiça na próxima semana pedindo a anulação da ata da convenção do partido, documento no qual o apoio ao emedebista foi oficializado”, informa.

“Sigo trabalhando. Minha candidatura está mantida. Foi aprovada em convenção e era o acordo para a minha ida para o PL. Não pedi espaço no governo, na direção do partido ou no mandato da deputada federal (Magda Mofatto). Eu pedi para ser candidata e fui sabotada.”.

 

Cristina diz ainda que o partido não lhe deu opção de disputar a reeleição, pois a ata da chapa proporcional foi fechada sem seu nome. “Eu não queria, mas, minimamente, deveriam ter me dado essa escolha, ” protesta

Segundo a reportagem, o presidente da Comissão de Direito Público e Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás (OAB-GO), Wandir Allan de Oliveira afirma que a ata da convenção precisa reproduzir o fato. Se for comprovada fraude, diz o advogado, a Justiça pode determinar que a decisão tomada no encontro do partido seja cumprida.

Defiliação
A arquiteta e urbsnista Maria Ester de Souza (Rede), disse sue uma votação aberta no partido decidiu por não manter a sua candidatura ao Paço. “A Rede entendeu que não conseguiria sustentar a minha campanha financeiramente, e mesmo eu abrindo mão de qualquer recurso, a Rede entendeu que só sobreviveria estrategicamente como partido se eu não estivesse na chapa majoritária”, afirma. “Não foi uma coisa que eu tomei a decisão de fazer, foi uma decisão do grupo”, disse em entrevista a Rádio Sagres.

Ela anunciou sua desfiliação da Rede. ” Me desfiliei e daqui para frente farei o que considero ser uma política possível. Pretendo me juntar a pessoas que pensam como eu e encontrar uma nova oportunidade de me apresentar para o cenário político goiano”, frisa.

Força eleitoral
A modelista Valdelice Ribeiro, a Negra da Moda, sentiu-se preterida com a mudança brusca de um dia (15) ser anunciada vice e no outro (16) estar fora da chapa. Humildemente declarou que ainda é “uma criança no jogo político”.

Em Goiás, o eleitorado apto a votar nas próximas eleições totaliza, 4.347.618 eleitores dos quais 52% se refere às mulheres, com 2.285.225 eleitoras. Na Capital do Estado são 957.159 eleitores aptos a votar, dos quais cerca de 498 mil são mulheres.