Na nota o secretário não confirma nem desconfirma se a iniciativa foi endossada pelo governador Wellignton Dias (PT). Segundo Oliveira, a redução da pena de 12 para 8 anos e dez meses definida no Superior Tribunal de Justiça (STJ), na semana passada, abre caminho para que o ex-presidente tenha o direito de ir para o regime semiaberto imediatamente, completa a Folha.

Mônica também ouviu especialistas em direito, entre eles o governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), que é ex-juiz, federal. Ele informa que a redução da pena abriu caminho para que Lula passe a cumprir pena em regime semiaberto. Porém Lula, como ex-presidente, comandante das Forças Armadas, tem direito de cumprir pena em sala de estado maior. Não há semiaberto nestas condições, o que resultaria na ida para casa, com possibilidade de trabalhar de dia e passar a noite no próprio domicílio. Direito, Lula tem. Resta saber se o STF fará cumprir a lei.

 

Globo censura Lula
A jornalista Cristina Paddiglione, a Padi, escreve para Folha desde 1990, como ombusman, ou crítica, da programação da TV Aberta. Na sua Coluna TelePadi, ela informa que “houve uma orientação da direção da Globo para que não se repercutisse a entrevist dada por Lula na Polícia Federal na última sexta-feira para Mônica Bergamo (Folha) e Florestan Fernandes Jr. (El País).
Segundo Padi, “procurada por esta jornalista para comentar o caso, a Globo, por meio de sua assessoria de comunicação, negou qualquer orientação nesse sentido, sem contudo justificar a ausência de notícia em seus telejornais”.

Padi observa que “o fato é que o assunto, que esteve entre os mais comentados nas redes sociais na sexta e alcaçou as páginas de publicações internacionais como o “The New York Times”, “Washington Post”, “Le Mond””, “Le Figaro”, “Clarin”, não foi mencionado por noticiário algum da emissoara nem no portal G!, nem na GloboNews, seja em reportagens ou comentários de colunistas”.

Ela salienta que “apenas a TV de Edir Macedo, entre os veículos nacionais, acompanhou a decisão a Globo na decisão editorial de ignorar a entrevista do ex-presidente, lembrando que a Record é tratada por Bolsonaro como grande aliada, foco prioritário para as entrevistas do presidente, enquanto a Globo é vista como inimiga”.