Ninguém solta a mão de ninguém. Com este lema, será exibido na sexta-feira, 23/08, o documentário ‘Anistia: a lei do esquecimento como memória’, recital de poesia com o velho Pedro Tierra, e o psicólogo Eduardo Passos, do filme ‘Pastor Cláudio’, onde um ex-agente da repressão política na época da ditadura revela tortura, assassinatos e ocultação de cadáveres do regime do coronel Brilhante Ulstra, idolatrado pelo presidente Jair Bolsonaro.

 

Renato Dias

Sexta-feira, 23 de agosto de 2019, amanhã. É o dia do ‘Primeiro Sarau da Democracia’. Na Livraria Palavrear. A partir de 18h30. Com a entrada gratuita. Ninguém solta a mão de ninguém, anunciam os organizadores. Um ‘desafio spinoziano’, diz Cida Alves.  A programação estabelece a exibição de documentário ‘Anistia: a lei do esquecimento como memória’.

Mais: um recital de poesia com o velho ‘Pedro Tierra’, nome artístico de Hamilton Pereira da Silva, preso político à época da ditadura civil e militar e ex-quadro da Ação Libertadora Nacio­nal, a ALN. O ato terá espaço para análise do filme Pastor Cláudio [Guerra], com o psicólogo Eduardo Passos. Cláudio Guerra é ex – delegado do Dops do Espírito Santo e admite crimes.

Um amplo debate está na pauta. Sob os tempos sombrios à Democracia e ao Estado de Direito no Brasil. Com a eleição do presidente da República, Jair Bolsonaro, classificado pelo ‘Libera­tion’, jornal de Paris, como sexista, misógino, homofóbico, racista, xenófobo. Além de pro­mo­ver a Minirreforma Trabalhista, a Reforma da Previdência Social e cortes de verbas à Educação.