Com 302 votos, o deputado Arthur Lira (PP-AL) foi eleito presidente da Câmara dos Deputados em primeiro turno para o biênio 2021-2022. Como ele obteve a maioria absoluta (metade mais um) de votos dos presentes, não haverá um segundo turno.

Em segundo lugar, ficou o deputado Baleia Rossi (MDB-SP), com 145 votos. Em seguida, aparecem Fábio Ramalho (MDB-MG), com 21 votos; Luiza Erundina (Psol-SP), com 16 votos; Marcel van Hattem (Novo-RS), com 13 votos; André Janones (Avante-MG), com 3 votos; Kim Kataguiri (DEM-SP), com 2 votos; e General Peternelli (PSL-SP), com 1 voto. Também foram registrados 2 votos em branco.

Diálogo e neutralidade
Em seu discurso antes da votação, Lira defendeu a previsibilidade na análise das propostas. Segundo ele, haverá reunião de líderes das bancadas às quintas-feiras a fim de elaborar a pauta, com a definição dos relatores, respeitada a proporcionalidade partidária.

Lira também defendeu uma posição de neutralidade para comandar os trabalhos. “Quando um deputado ou deputada atinge a Presidência, é imposta automaticamente a perda da mais fundamental prerrogativa parlamentar, a de votar”, disse. “Isso quer dizer que o presidente não pode ter posições pessoais.”

Senado

Com 57 votos, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) foi eleito nesta segunda-feira (1°), em primeiro turno, presidente do Senado Ele e Simone Tebet (MDB-MS), que obteve 21 votos, eram os únicos candidatos.

Na tarde do mesmo dia, os senadores Jorge Kajuru (Cidadania-GO), Lasier Martins (Podemos-RS) e Major Olímpio (PSL-SP) desistiram de suas candidaturas para apoiar a emedebista. Como na Câmara, o governo Bolsonaro trocou votos por cargos na administração pública e distribuiu verbas em troca de apoio.

Em um cenário inusitado, Pacheco era o candidato do presidente Jair Bolsonaro, do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e de parcela importante da oposição, principalmente PT e Rede.

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Ao contrário do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que foi traído em seu próprio partido, Alcolumbre articulou a candidatura. E se despediu vencedor no processo, que não registrou grandes embates.

Pacificação

Segundo ele, seu trabalho à frente da Casa resultou na pacificação do Senado, na conciliação entre os três poderes da República e votação “recorde” de matérias em 2020, ano de pandemia de covid-19. Ele afirmou ter sido “inesgotável” o esforço para construir consensos e ampla maioria.

Alcolumbre destacou a aprovação das “novas fronteiras digitais”, com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), e a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet, “uma importante legislação para combater a produção de fake news”, disse antes da votação.

Reportagem – Eduardo Piovesan e Ralph Machado
Edição – Pierre Triboli

com informações do BDF

Fonte: Agência Câmara de Notícias