Deputado estadual no quarto mandato, Luis Cesar Bueno defende a campanha em prol do prêmio Nobel da Paz para o ex-presidente Lula e  avalia a importância da criação da Frente de Oposição no Congresso Nacional como contraponto ao projeto de desmonte do Estado à cabo pela equipe econômica de Paulo Guedes & Cia.

 

Por Luís Cesar Bueno

Um golpe. Em três atos. Primeiro, o impeachment de Dilma Rousse. Sem crime de responsabilidade. Depois, a prisão ilegal, que fere a Cons!tuição Federal, sem a utilização de recursos jurídicos em todas as instâncias do Poder Judiciário, do ex-presidente da República, por dois mandatos consecutivos (2003-2006 & 2007 a 2010), Luiz Inácio Lula da Silva. A eleição, sem o líder das pesquisas, classificada como fraude, com tsunamis de Fake News,financiadas por dinheiro ilegal, como registrou a Folha de S. Paulo.

O capitão reformado do Exército, que já derrete em escândalos de corrupção, quer executar um programa ultraliberal. Fundado na Escola de Chicago. Como a experiência do Chile. Sob o general Augusto Pinochet. Para aprovar a Reforma da Previdência, retirar direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, desmontar o Estado e entregar o patrimônio material e imaterial, as commodites do futuro, com as privatizações, ao capital estrangeiro.  Sob uma completa e ostensiva submissão ao Pato Donald Trump, presidente dos Estados Unidos (EUA).

A Frente de Esquerda, sob a hegemonia de Fernando Haddad, quer mudar o rumo desta história. Haddad,  graduado em Direito, mestre em Economia e doutor em Filosofia, professor da Universidade de São Paulo (USP), foi ministro da Educação nos governos Lula e Dilma onde foi o criador do ProUni, Fies, Reuni e das cotas nas instituições de ensino superior, no Brasil. Ex-prefeito de São Paulo, com uma gestão contemporânea da modernidade, Fernando Haddad, casado com Estela Haddad, professora universitária, obteve quase 50 milhões de votos. Nas urnas eletrônicas de outubro de 2018. O que permitiu ao PT conquistar a maior bancada na Câmara dos Deputados Federais e o maior números de governadores de Estado. O Psol (Patido Socialismo e Liberdade) elegeu dez deputados federais. O PC do B, nove. O PPL (Partido Pátria Livre), um. O PC do B incorporou o PPL. O extinto MR-8, que adotou a estratégia de Luta Armada à época da ditadura civil e militar. PSB, Rede e ala progressista do MDB cresceram. Partido da Causa Operária, PCB, PCR-UPS e PSTU obtiveram papéis de destaque. Tanto no processo eleitoral. Quanto nos movimentos sociais e nas lutas de classes do Brasil.

Máscara caiu
A falsa imagem ética do clã Bolsonaro já caiu. É hora de unidade das forças de centro-esquerda e de esquerda. Sem sectarismos. Primeiro, para libertar Luiz Inácio Lula da Silva. Da cela. Da República de Curitiba. Ordem do juiz de Direito Federal Sérgio Moro. O homem que deixou a magistratura para virar um político comum. Um sonho que não tinha sido revelado. À sociedade civil. À História. Depois, conquistar o Nobel da Paz, em campanha internacional, para o ex-operário metalúrgico. O primeiro a chegar ao poder no Brasil. Um País de dimensão continental. A oitava maior potência econômica do Planeta. É preciso rejeitar, no parlamento e nas ruas, a Reforma da Previdência Social. As novas mudanças na Legislação trabalhista. A venda da Eletrobrás, Petrobrás, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e impedir a cobrança de mensalidades nas universidades públicas. Não permitir a liberalização do consumo e uso de armas letais. Muito menos aceitar a redução da maioridade penal. Em uma nação onde o Estatuto da Criança e do Adolescente jamais foi respeitado. Já que o Estado não está presente.

Luís Cesar Bueno é deputado estadual do PT por quatro mandatos, graduado em História, ex-vereador, por dois mandatos, ex-assessor especial da Secretaria de Finanças da Prefeitura de Goiânia. Homem de formação enciclopédica, cultura humanista e de linhagem socialista.