Marqueteiro responsável pelas vitórias de Nion Albernaz, Marconi Perillo e Pedro Wilson diz que eleitor vai estar atento às propostas e plano de governo dos candidatos.

 

Marcus Vinícius de Faria Felipe

 

Leo Pereira é jornalista, mas prefere ser chamado de comunicador. Ao longo de sua carreira especializou-se em marketing eleitoral, e assim passou a ser tratado como marqueteiro.

Sua passagem pelas campanhas eleitorais é exitosa. Um dos exemplos é o bordão “Nion, esse é bom”, que fez para campanha que trouxe de volta ao Paço Municipal o prefeito Nion Albernaz (PSDB).Outro case de sucesso é a campanha de Marconi Perillo (PSDB) ao governo de Goiás em 1998. Leo é um dos autores da “Panelinha”, que carimbou a campanha adversária – de Iris Rezende (PMDB) – como um projeto de familiocracia.

Explico.

É que a chapa do PMDB tinha Iris como candidato a governador, Maguito Vilela como candidato ao Senado e dona Iris Araújo na primeira suplência ao Senado. Como Iris naquela época era senador, se vencesse a disputa para o governo seu irmão, Otoniel Machado assumiria o Senado como seu primeiro suplente.

A “panelinha” foi colocada no ar com o humor mortal de Nerso da Capetinga, e o PMDB que era favoritíssimo para vencer no primeiro turno sofreu uma derrota inesperada para o jovem deputado federal Marconi Perillo.

 

 

A campanha na era do covid19 é um desafio para todos os candidatos. Sem comícios, sem aglomerações, sem corpo-a-corpo, o tom e a forma da campanha mudam, mas a avaliação de Leo Pereira é de que o eleitor está atento as mensagens, sejam elas emitidas em qualquer meio de comunicação.

“Penso que os desafios são os mesmos que estão batendo na porta nos últimos 30 anos. Só que agora eles arrombaram a porta. Os meios ampliaram. Mas nenhum meio/mídia morreu. Nem o rádio, nem o impresso que já tiveram a morte anunciada tantas vezes”, opina.

Mas o que está na cabeça do eleitor neste momento? Leo brinca, “o chapéu , talvez”?

Para o comunicador,  “há uma inércia. Os políticos ainda não entenderam que o eleitor vota em si mesmo. Tem que ter projeto e comunicação social pra virar (a eleição) ou para se eleger”, aponta.

Mas para Leo Pereira, o conteúdo de uma boa campanha continua o mesmo, independente de estarem nas redes sociais ou nas mídias tradicionais.

“As redes sociais são mídias como a tv, o rádio, a rua, o impresso. Comunicação Social em política é projeto e discurso. A palavra e um bom plano de governo é que definem o voto lícito: esse é que decide uma eleição majoritária”.

Ou seja, sem discurso e sem o que oferecer de concreto à população, o candidato pode nadar e morrer na praia.