O prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, decretou nesta quarta-feira, 7, luto oficial de 7 dias em razão da morte do ex-deputado estadual Liosmar Evaristo Mendanha – popularmente conhecido como Léo Mendanha – vítima da Covid-19, que faleceu nesta terça-feira, 6 de abril.

A história registra que Léo Mendanha, pai do atual prefeito pode ser considerado uma espécie de pai da nova Aparecida, porque foi o pai da ideia de trazer Maguito e é o principal incentivador da carreira política do jovem Gustavo Mendanha, desde 2008, quando foi eleito vereador ao lado de Maguito, que foi eleito prefeito naquele mesmo ano.

Em 2016, Léo Mendanha, presidente do MDB de Aparecida, em visita ao escritório político de Iris Rezende pede ao líder do MDB de Goiás que dispute a eleição municipal daquele ano para Prefeito de Goiânia. Iris aproveita aquele ato para hipotecar apoio a pré-candidatura de Gustavo Mendanha à Prefeitura de Aparecida. Dias depois, Gustavo é escolhido por Maguito Vilela como seu sucessor. – Foto: Rodrigo Estrela

Léo Mendanha, 66 anos, é servidor público municipal efetivo – exerceu a função de Fiscal de Renda do Município, comerciante e produtor rural. Casado com Sônia Melo Mendanha e pai de Gustavo, Danilo e Thaize. Avô de cinco netos.

Como agente político, Léo Mendanha foi vereador de Aparecida – 1989/1992; secretário de Finanças – 1992/1993 na gestão do prefeito Norberto Teixeira. Funções que deram a ele a reputação e credibilidade para representar a cidade na Assembleia Legislativa de Goiás.

Léo Mendanha foi deputado estadual por dois mandatos. Entre 1995 e 1999, foi líder do então governador Maguito Vilela.

Leo e Maguito: amizade e lealdade

Reeleito deputado estadual em 1998, quando Iris Rezende (MDB) perdeu as eleições para governador de Goiás para Marconi Perillo (PSDB). Léo Mendanha, evangélico, leal a Deus e a família, provou a sua lealdade ao MDB.

Goiano de Inhumas continuou no partido e oposição ao então governo do PSDB, enquanto muitos saíram do partido. Em 2002, ao disputar um novo mandato de deputado estadual não foi reeleito.

Sem cargo público eletivo, Léo Mendanha seguiu no MDB, enquanto muitos deixaram o partido em tempos de vacas magras.

Em 2007, Léo Mendanha propôs ao então prefeito de Goiânia, Iris Rezende (MDB), que o partido cedesse um quadro estadual para fortalecer o MDB no segundo maior colégio eleitoral de Goiás. Léo sugeriu o nome da ex-deputada federal Iris de Araújo e dos ex-senadores Mauro Mirando e Maguito Vilela, que estava na vice-presidência do Banco do Brasil.

Após a conversa entre Iris e Léo na sede da Prefeitura de Goiânia, Iris ligou para Maguito e marcaram uma reunião. Maguito aceitou o desafio e transferiu o domicílio eleitoral para Aparecida. Foi eleito com 81,11% dos votos válidos em 2008 e reeleito em 2016.

No primeiro mandato de Maguito em Aparecida, Léo Mendanha foi secretário de Governo. No segundo mandato, Léo assessorou o então prefeito e ajudou o filho Gustavo Mendanha, que já exercia o segundo mandato de vereador, a viabilizar a sua pré-candidatura como sucessor de Maguito.

Leo, Gustavo e os netos

Mesmo sem cargo eletivo, sempre continuou a colaborar com o desenvolvimento de Aparecida. É presidente de honra do MDB de Aparecida e foi dirigente do Sindicato dos Servidores Públicos de Aparecida.

Sem disputar cargo eletivo, desde 2002, Léo Mendanha, que é membro da Igreja Assembléia de Deus, utilizava passagem bíblica no livro de Timóteo para justificar o fato de não disputar diretamente mais eleições “combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” e também sempre estava junto à família, que neste momento de luto, agradece a todos pelas orações.