Diretor do portal Diário do Centro do Mundo, o jornalista Kiko Nogueira faz um desagravo a dois grandes artistas brasileiros, cujas mortes não mereceram sequer uma nota da Ministra (?) da Cultura (?) do governo Bolsonaro.

Por Kilo Nogueira, no DCM

Regina Duarte não se manifestou sobre a morte de Flávio Migliaccio.
Nem sobre a de Aldir Blanc.

Ficou em silêncio sobre o falecimento de Rubem Fonseca, de Moraes Moreira, de Garcia-Roza.
No caso de Migliaccio, uma perversidade especial: ele era ator como ela.

Mais do que isso: chegaram a atuar juntos em novelas.
Ele deixou um bilhete de suicida de cortar o coração.

“Me desculpem, mas não deu mais. A velhice neste país é o caos, como tudo aqui”, escreveu.
“Eu tive a impressão que foram 85 anos jogados fora num país como este. E com esse tipo de gente que acabei encontrando. Cuidem das crianças de hoje!”

Flávio se referia à nação que tem Regina como secretária de Cultura.

Por que ela não dirá nada sobre esses artistas que nos deixam irremediavelmente mais pobres?
Por medo de Bolsonaro e de seus milicianos virtuais, segundo a mídia reporta. Isso vai atém da covardia. Isso não é coisa de gente.

A razão verdadeira, porém, é outra: quem morreu foi Regina Duarte.
Apodrece mais a cada dia ao lado dessa gente porca.
Eles estão vivos.
Que Regina Duarte não descanse em paz.

Saiba mais sobre Flávio Migliaccio, que fez 15 novelas e teve o primeiro sucesso na série infantial”Shazam e Xerife”, ao lado de Paulo José.

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