Deputado denunciou que governo anterior deixa rombo de R$ 32 bihões, afirma que Caiado vai governar com honestidade e transparência e  diz que a era da caixa-preta.
Falando em nome da base governista o deputado estadual José Nelto (Podemos), que em outubro foi eleito deputado federal, contrapôs, de improviso, o discurso de seu  colega, Thalles Barreto (PSDB), que falou em nome da oposição.
José Nelto denunciou que os governos de Marconi Perillo (PSDB) deixaram um rombo de R$ 32 bilhões, nos quais estão dívidas com o tesouro nacional, empreiteiros, fornecedores e  o déficit fiscal estimado em R$ 3,2 bilhões. O deputado lembrou que  há 20 anos atrás subiu na  tribuna da Assembleia Legislativa para falar em nome do PMDB, que naquele 1º de janeiro de 1999 assumia o papel de oposição, e na ocasião pediu que o governo que assumia sob o slogan de tempo novo, deixasse Goiás quatro anos depois, melhor do que havia sido encontrado. Vinte anos depois, ele ressalta que as gestões do ex-governador Marconi Perillo deixaram um rombo de R$ 32 bilhões aos goianos.

Lamentavelmente, o ex-govenador Marconi Perillo fugiu de Goiás, deixou seus companheiros na mão, está morando em São Paulo em lugar ignorado,  num ato de covardia deixando aqui seus companheiros da política. Srs. da imprensa e parlamentares, este é o pior legado. Um legado melancólico, triste, mais ou menos igual ao de Aécio Neves, Beto Richa e Sérgio Cabral. Triste legado”

Fuga de Goiás

Nelto também criticou a ausência do ex-gtovernador do debate político.  “Lamentavelmente, o ex-govenador Marconi Perillo fugiu de Goiás, deixou seus companheiros na mão, está morando em São Paulo em lugar ignorado,  num ato de covardia deixando aqui seus companheiros da política. Srs. da imprensa e parlamentares, este é o pior legado. Um legado melancólico, triste, mais ou menos igual ao de Aécio Neves, Beto Richa e Sérgio Cabral. Triste legado”, pontuou.
De acordo com José Nelto, o governador Ronaldo Caiado (DEM) chega não apenas para virar a página de um tempo de inoperância, mas para fechar um ciclo e abrir um novo, com a ventura do trabalho árduo, pautado na honestidade e na competência.
Caixa-preta
Citando dados no seu discurso escrito, José Nelto enfatizou que, nos últimos meses, a sociedade goiana passou a ter conhecimento de inúmeros fatos irregulares da gestão peessedebista. Dentre eles, a falta de transparência com as folhas de pagamento relativas às entidades administradas por organizações sociais (OS), onde segundo o deputado, são pagos altos salários para diretores que integraram o esquema político do governo anterior. “A era da caixa-preta, enfim, acabou. Teremos transparência com o governo Caiado”, disse.
 Ele também acusou o Governo anterior de ampliar o endividamento público do Estado  e de causar um déficit de servidores essenciais para o bom andamento do Estado, como policiais militares e professores. Para o deputado, o aumento da dívida pública é resultado, segundo ele, de má gestão, em conjunto com desvio de dinheiro.
O parlamentar também ressalta que Caiado chega não apenas para virar a página de um tempo de inoperância, mas para fechar um ciclo e abrir um novo, com a prática do trabalho árduo, pautado na honestidade e na competência.
Impostos caros
Sempre ácido em suas críticas proferidas na tribuna de oposição, durante esta e em Legislaturas anteriores, José Nelto voltou a salientar a ineficiência da gestão estadual anterior. “É o fim do caos que estamos vendo na Educação, na Saúde, Segurança Pública e conservação da malha viária. É o fim da exploração do povo com aumentos absurdos nas contas de água e luz e nos combustíveis. No campo da segurança pública, talvez nosso principal problema, vamos, enfim, virar a página”, assegurou.
Apoio ao secretariado
“Enfim, começamos uma nova era em Goiás. A era da esperança, da civilização, da boa governança. Posso afirmar, com convicção, que o Estado viverá uma era nova de progresso e desenvolvimento. Nós, da base aliada, acreditamos nessa revolução e confiamos 100% na equipe escolhida pelo Governador”, exclamou, ressaltando que nomes técnicos e de renome foram escolhidos para fazer uma assepsia no governo, “pondo fim à prática de usar cargos do Estado para acomodar apaniguados políticos visando a perpetuação no poder”, atirou.
José Nelto terminou o pronunciamento afirmando que essa é a oportunidade de Ronaldo Caiado mostrar para Goiás e para o Brasil que um goiano entrará para história fazendo um governo honesto e justo. “E, com isso, poderá ser o primeiro goiano a assumir a Presidência da República”, finalizou.
Integra do discurso do deputado federal  José Nelto (Podemos)
Observando o discurso do meu colega, Thales Barreto, por quem tenho o maior respeito e admiração, mas o  discurso  dele é uma farsa. Até parece que  era o Goiás da propaganda, comandado pelo ex-governador e coronel Marconi Perillo.  Hoje, sr. presidente, srs. convidados para mim é um dia histórico, porque no dia 1 de janeiro de 1999, às 9hs da manhã, eu estava nesta tribuna em nome da oposição fazendo o discurso conforme manda a democracia. E naquele dia eu mostrei para o Estado de Goiás o que fez o PMDB e disse que estávamos entregando o governo para o chamado “tempo novo” e disse que depois de alguns anos, que nos entregassem pelo menos como nós entregamos o Estado.
Lamentavelmente, nós temos que colocar os pingos nos “is”. A dívida deixada por todos os governos, desde o Dr. Pedro Ludovico, era de R$ 5,480 bilhões; hoje a dívida chega aproximadamente (só com o tesouro nacional) a R$ 22 bilhões, e esta dívida foi praticamente aumentada apenas pelo governador Marconi Perillo. Esta é a realidade: foi o governador que mais endividou o Estado de Goiás. Isto é histórico, está nos tribunais e no tesouro nacional.
Há também outra dívida de R$ 6 bilhões com as empreiteiras, uma dívida de quase R$ 4 bilhões de déficit público, R$ 2 bilhões para a previdência que somando é uma dívida de R$ 32 bilhões.
Governador Ronaldo Caiado, este é o Estado que o senhor irá herdar. Uma dívida que saltou de R% 5,4 bilhões para R$ 32 bilhões. Esta é a realidade dura, nua, mas verdadeira.
O ex-governador do Estado de Goiás, quando esteve nesta casa, eu desta tribuna fiz um discurso verdadeiro, dizendo que o tempo novo tinha acabado. E o governador, ao invés de ser estadista, foi para aquela tribuna, tremeu, deixou os óculos caírem, e atacou a minha honra. Não respondeu a um questionamento meu, porque eu disse que ele tinha naquele momento ele tinha que falar a verdade para o povo goiano. Como não conseguiu hora nenhuma, um minuto sequer responder nenhuma das perguntas que eu fiz, começou a atacar a honra do deputado José Nelto.
Mas, srs., ele dizia que o legado dele ninguém atacaria e que quantas vezes fosse necessário ele estaria naquela tribuna para  defender o seu legado. Lamentavelmente, o ex-governador Marconi Perillo fugiu de Goiás, deixou seus companheiros na mão, está morando em São Paulo em lugar ignorado,  num ato de covardia deixando aqui seus companheiros da política.
Srs. da imprensa e parlamentares, este é o pior legado. Um legado melancólico, triste, mais ou menos igual ao de Aécio Neves, Beto Richa e Sérgio Cabral. Triste legado.
Vivemos um momento muito difícil em Goiás, a oposição tinha voz apenas nesta Casa, a imprensa altamente censurada, os poderes aí praticamente dominados, a oposição não poderia falar, expressar o seu pensamento em nenhum local da mídia do Estado de Goiás. Mas quando houve a internet, as redes sociais, tudo isto começou a mudar. A oposição,sempre permanente nesta Casa. Hora nenhuma deixamos de representar aquela parcela importante da sociedade.
Veja bem, sras e srs, o Estado de Goiás é um “Estado Fantasma”, de obras inacabadas, o governo começava uma obra no período eleitoral, depois das eleições a obra era paralisada. E no outro período eleitoral era a mesma conversa fiada para enganar a população de Goiás.
Governador Caiado, o sr. precisará de oito a doze anos para terminar as obras incababadas do Estado de Goiás. Só colégios, governador, são 87 colégios do padrão século XXI. Imagine quantos jovens fora das salas de aula.
Mas eu confio na honestidade, na seriedade do seu governo para  concluir estas obras. Nós não podemos permitir mais que um governante inicie uma obra e deixe a obra inacabada. Isto tem que acabar no Estado de Goiás. E a confiança está nas mãos do governador Ronaldo Caiado e da sua equipe, e na confiança do povo goiano.
Sr. presidente, esta era a parte improvisada do meu discurso.