Em entrevista à TV 247, o jornalista norte-americano Brian Mier comentou o assassinato do general iraniano Qassem Soleimani em um bombardeio norte-americano ordenado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Brian explicou que Soleimani era o principal nome que lutou contra o avanço do grupo extremista e terrorista Estado Islâmico (EI), principalmente na Síria. O jornalista ressaltou a contradição estadunidense que, sob o argumento de conter o avanço do EI na Síria, atacou e destruiu o país. Agora, os EUA assassinam o principal responsável pela contenção do grupo terrorista.

“O assassinato dele mostra o nível de mentira que o governo estadunidense, começando por Hillary Clinton, usa para justificar a invasão sangrenta da Síria e sua destruição, que foi para ‘combater a inclusão do Estado Islâmico na Síria’. Mas o cara que acabou com o Estado Islâmico na Síria foi Soleimani, foram os iranianos que fizeram isso e ele os chefiou”, disse Brian Mier.

Ele ainda afirmou que a atitude de Trump favorece o Estado Islâmico. “É um homem que lutou na guerra entre Irã e Iraque a partir de seus 22 anos, virou um herói da guerra e também liderou essas ações contra o Estado Islâmico na Síria. Era o maior inimigo do Estado Islâmico. Se os Estados Unidos o assassinaram, ajudaram o Estado Islâmico”.

Para o jornalista, o bombardeio dos EUA não acabará bem para Trump. Ele prevê que Soleimani se torne um mártir do povo iraniano e, assim, provoque mais e mais reações contra os norte-americanos. “A Al-Qaeda foi criada pelos Estados Unidos da década de 1980. Toda a ruindade no Oriente Médio, as piores coisas são todas financiadas pelos Estados Unidos. Acho que isso não vai acabar bem para Trump, pode ser que Soleimani vire um mártir. Ele fez muito para o Irã”.