Luiz Alberto Marques Vieira Filho, Doutor em Economia pela Unicamp, analisa para o jornal GGN a possibilidade da economia da Índia assumir o posto de a mais dinâmica do mundo tem reacendido o debate sobre as causas de seu sucesso econômico. Os dados são inequívocos. O PIB indiano chegará a US$ 10,2 trilhões em 2021 medido em paridade de poder de compra, segundo projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI). Ou seja, atualmente a economia da Índia já é 3 vezes maior do que a brasileira.  Adicionalmente, a média de crescimento indiana foi maior do que a da China até 2018 e as perspectivas é que essa tendência se mantenha ao final da pandemia.

O sucesso indiano já é motivo de disputa entre economistas, com os liberais afirmando que seria fruto das políticas de livre mercado do país. Um argumento claramente estapafúrdio, como se fosse possível um país com constantes disputas bélicas com potências nucleares como Paquistão e China deixar ao livre mercado o desenvolvimento de tecnologias chaves para o seu desenvolvimento.

Tabela 1: Taxa de crescimento do PIB – Média de 3 anos (%)

 

O histórico da formação política da Índia independente é completamente ignorado pelos economistas liberais. A orientação socialista de mercado dos líderes do Partido do Congresso Nacional Indiano de seus líderes como Jawaharlal Nehru e Mahatma Gandhi foi traço marcante do desenvolvimento indiano ao longo do século XX, deixando um claro legado de atuação estatal e não alinhamento às potências dominantes na época como EUA e União Soviética. A crise externa dos anos 80 claramente lançou políticas econômicas liberalizantes. No entanto, é um equívoco desconsiderar o papel das empresas de economia mista, semiprivatizadas, e do orçamento militar na dinâmica econômica indiana.

 

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