O presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi  retratado pelo  cartunista francês Nicolas Tabary, de cócoras sobre a bandeira brasileira produzindo um “glace a la brasilienne”, numa alusão ao que seria um sorvete de caca.

O jornal Charlie Hebdo ficou conhecido mundialmente quado foi alvo  de uma atentado terrosita em 7 de janeiro de 2015 que matou dose pessoas, deixando outras cinco feridas gravemente. O ataque foi realizado  pelos irmãos Saïd e Chérif Kouachi, armados com fuzis Kalashnikov, na sede do semanário no 11º arrondissement de Paris, supostamente como forma de protesto contra a edição Charia Hebdo, que  publicou charge com o profeta Mohamed  segurando o Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos, com a frase em francês desrespeitando o livro.

Nesta edição o satírico periódico francês partiu para cima do presidente Jair Bolsonaro, por conta de suas últimas frases escatológicas, relacionadas a cocô. O cartunista francês Nicolas Tabary ironizou o vocabulário do presidente brasileiro Jair Bolsonaro,  A Revista francesa satirizou declaração de Bolsonaro, que aconselhou jornalista a fazer cocô “dia sim, dia não” para combater a poluição ambiental. Bolsonaro é retratado por cartunista francês na Charlie Hebdo fazendo “cocô em todo mundo”.

A crítica do Hebdo ocorre na mesma semana em que o presidente brasileiro insultou a primeira-ministra alemã, Angela Merkel, que determinou bloqueio nos repasses ao Fundo Amazônia, por conta do aumento do desmatamento na região. Hoje, foi a vez do governo da Noruega congelar suas contribuições com o mesmo fundo. Por sua política predatória ao meio ambiente, que segundo o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) resultou no aumento do desmatamento em 268% na Amazônia, o presidente Bolsonaro passa a ser visto na Europa e em todo o mundo civilizado como inimigo do meio ambiente.

 

Obsessão por cocô

A 1ª referência escatológica do presidente foi na entrada do Palácio da Alvorada em 9 de agosto. Bolsonaro respondeu a uma pergunta sobre como cuidar do meio ambiente com a sugestão de que se faça cocô dia sim, dia não.

“É só você deixar de comer menos um pouquinho. Você fala para mim em poluição ambiental. É só você fazer cocô dia sim, dia não, que melhora bastante a nossa vida também”

‘Quando falei a questão do cocô, foi uma resposta para 1 jornalista idiota’, disse Bolsonaro em Pelotas (RS)

 

“Você quer que eu seja o quê? Um vaselina? Um politicamente correto? Ou, desculpe aqui, 1 isentão? ‘Ah… salvo melhor juízo… biribinha…’? Não. É resposta direta. Fui eleito assim. Não vou fugir à minha característica, com todo respeito que eu tenho a todos mundo, tá?

“E quando falei a questão do cocô, foi uma resposta —não é você não, tá?— para 1 jornalista idiota lá em Brasília. O idiota perguntou para mim depois de eu ter explicado que o mundo cresce 70 milhões de habitantes por ano, o Brasil cresce um pouco mais de 2 milhões de habitantes por ano… Não dá para plantar na Lua nem em Marte, né? Assim como não dá para ensacar vento. E eu respondi o seguinte: é só você cagar menos que, com toda certeza, a questão ambiental vai ser resolvida. É isso que eu respondi para ele. Agora… Não é compatível com o presidente? Vote num outro em 2022. É muito simples”.

Em visita ao Piauí, na quarta-feira (14/08) onde foi participar da inauguração de uma escola que leva o seu nome, o presidente Jair Bolsonaro afirmou, em discurso para apoiadores, nesta quarta-feira, que vai “acabar com o cocô do Brasil”, explicando em seguida, que, para ele, “cocô é essa raça de corruptos e comunistas

“Vamos acabar com o cocô do Brasil. O cocô é essa raça de corruptos e comunistas”.