Em pronunciamento no rádio e TV, Jair Bolsonaro voltou a comparar a Covid-19 a uma “gripezinha” ou “resfriadinho”, atacou a imprensa, pediu a prefeitos e governadores para “abandonarem o conceito de terra arrasada”, que inclui “confinamento em massa”.

No Jornal Nacional o apresentador Willism Bonner disse que em seu pronunciamento o presidente Jair Bolsonaro “contrariou tudo que a Organização Mundial de Saúde recomenda sobre a necessidade de isolamento”. E ao final fez um pedido para que as pessoas com mais de 60 anos fiquem em casa.

Reação

O JN leu nota do presidente do Senado, que disse que o pronuncismento do presidente foi grave por contrariar a OMS e os profissionais de saúde do país.

“Neste momento grave, o País precisa de uma liderança séria, responsável e comprometida com a vida e a saúde da sua população. Consideramos grave a posição externada pelo presidente da República hoje”, diz o comunicado assinado por David Alcolumbre.

Bolsonaro voltou a comparar a Covid-19 a uma “gripezinha” ou “resfriadinho” e pediu para prefeitos e governadores “abandonarem o conceito de terra arrasada”, que, para ele, inclui o fechamento do comércio “e o confinamento em massa”.

“O grupo de risco é o das pessoas acima de 60 anos. Então, por que fechar escolas? Raros são os casos fatais de pessoas sãs com menos de 40 anos”, disse Bolsonaro, que voltou a dizer que “pelo meu passado de atleta este virus teria em mim o efeito de uma gripezinha”.

Panelaço

Durante o seu pronunciamento, panelaços ocorreram em em todo país. Em Goiânia as panelas soaram em varios bairros de classe média como os setores Bueno, Bela Vista, Marista e Oeste, onde além do sons das panelas ouvi-se gritos de “Bolsonaro assassino”.

 

Em São Paulo, em bairros como Bela Vista e Santa Cecília, na região central. Também foram registrados protestos em Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e Salvador.

 

Com informações do Brasil247