Espaço cultural dedidado as artes homenageia o escultor, ceramista e pintor morto em 2010.

O prefeito Iris Rezende e o  governador Ronaldo Caiado insuguram nesta segunda-feira (21/12), às 17h30, a Casa de Vidro Antônio Poteiro, em Goiâni.

Localizado no Jardim Goiás, abaixo do Shopping Flamboyant, o espaço foi idealizado pela primeira-dama da capital, Iris Araújo, durante o segundo mandato de deputada federal. A construção ocorreu a partir de emenda parlamentar.

O projeto inicial previa um espaço totalmente envidraçado, mas passou por adaptações devido ao clima quente e seco de Goiânia.

A Casa de Vidro Antônio Poteiro será, segundo a gestão municipal, uma referência para a cultura goiana. Ela conta com três pavimentos e inclui salão de exposições, sala para atividades de imersão, sala multiuso, auditório para 216 pessoas com palco, dois camarins e coxia, café/bar, deck café e biblioteca virtual.

Quem foi Antônio Poteiro?

Antonio Batista de Souza nasceu Aldeia de Santa Cristina da Pousa, Braga, Portugal em 1925 e faleceu em Goiânia em 2020, aos 85 anos.

Ele imigrou com a família para São Paulo em 1926. Mais tarde, reside em Araguari e
Uberlândia, em Minas Gerais, onde inicia a atividade de ceramista, realizando
peças utilitárias. Monta duas fábricas de cerâmica, que vão à falência, e passa
um longo período entre os índios na Ilha do Bananal, em Goiás.

Passou a residir em Goiânia por volta de  1957, quando adota o apelido de Antonio Poteiro por sugestão da folclorista Regina Lacerda, que o orienta a assinar seus bonecos de barro.

Gradualmente passa a apresentar, em suas obras, motivos regionais e temas bíblicos. Nos anos 1970  expunha suas peças na antiga Feira Hippie, que funcionava na Praça Cívica e início da Avenida Goiás.

Em 1972, já como conhecido ceramista, é estimulado a pintar por Siron Franco (1947) e Cleber Gouvêa (1942).

Expõe seus trabalhos em mostras no Brasil e no exterior. Leciona cerâmica no Centro de Atividades do Sesc e nas cidades de Hannover e Düsseldorf, na Alemanha.

Em 1985, recebe o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte – APCA, na categoria escultura. Em 1997, é homenageado com a Comenda da Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura, Brasil.