Após dois anos de ajuste, prefeito anuncia que o salário do funcionalismo municipal voltará a ser pago ao final do mês, e não mais no dia 5.

O prefeito Iris Rezende anunciou que neste mês de fevereiro retoma o pagamento da folha do funcionalismo público dentro do período trabalhado. De janeiro de 2017 até dezembro de 2018 a prefeitura pagou os servidores dentro do prazo legal estabelecido no artigo 30 da Lei Orgânica do Município de Goiânia, ou seja, até o dia 5 do mês subsequente. Iris no entanto, diz que com o saneamento do déficit fiscal vai retomar a tradição de pagar o servidor no final de cada mês.

A notícia tem grande impacto sobre os cerca de 50 mil servidores públicos da Prefeitura de Goiânia. Segundo Iris, a alteração no cronograma de pagamento, que desde 2005, na sua segunda gestão, tradicionalmente era efetivado no último dia útil do mês, deveu-se à dificuldade de caixa enfrentada na atual gestão.

 

Nosso compromisso sempre foi o de que, após o saneamento das contas públicas, voltaríamos a antecipar o pagamento dos salários dos servidores. Na situação precária que encontramos a prefeitura, a antecipação dos pagamentos era inviável. Recebi a prefeitura  em uma situação complexa, com obras paralisadas, servidores reivindicando salários que não foram pagos pelo meu antecessor, entre outras situações”, relembra Iris Rezende.

Quando o prefeito assumiu a gestão de Goiânia, em 2017, havia um déficit mensal médio de R$ 31 milhões, R$ 610 milhões em dívidas deixadas por administrações anteriores, além de aproximadamente R$ 31 milhões em salários atrasados, referentes aos serviços prestados em dezembro de 2016 por mais de nove mil servidores da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Essas remunerações foram colocadas em dia pelo prefeito Iris Rezende em 10 de janeiro, apenas uma semana após assumir efetivamente a gestão da Capital. “Nossa principal preocupação foi colocar a administração em ordem. Economizamos em todas áreas. Acompanhei a receita e a despesa. Controlamos tudo o que temos na nossa administração. O secretário de Finanças arrecada e eu fico responsável por coordenar como que se gasta”, conta Iris Rezende.

Como efeito, no último dia 27 de dezembro o chefe do Executivo goianiense anunciou à imprensa o fim do descompasso entre o quanto a prefeitura gasta e o quanto ela arrecada. “A prefeitura estava numa situação que, mesmo com quase 60 anos de vida pública, me deixou preocupado. Nunca tinha visto algo igual. Debruçamos sobre os problemas, chamei os fornecedores, negociei pagamentos, fiz compromissos e pudemos manter os serviços. A administração esteve pautada no corte de gastos e no ajuste de contas para que pudéssemos viabilizar novos investimentos. Foi um período de complexa travessia. Nossos esforços para superação de desafios, sem deixar de lado a busca por mais eficiência nos serviços para população, foram incessantes. “Mesmo em meio a maior crise econômica do século,  não deixamos um só dia de avançar. Foram passos importantes para que pudéssemos hoje proclamar dias melhores para os goianiense”, diz o prefeito do Capital.

Além da remuneração dentro do mês trabalhado, o pagamento da Data-Base, de progressões nas carreiras funcionais e de novos planos de carreira foram outros benefícios garantidos pela prefeito ao funcionalismo neste último semestre. “O pagamento da Folha sempre foi uma prioridade para mim. Tanto o é, que apesar dos cenários adversos aqui no município e no país, não atrasamos um só dia o pagamentos dos salários, pagamentos de acordo com a lei e agora, depois de arrumar a casa, podemos voltar a adiantar as remunerações. Algo bom para os servidores, ainda mais em um momento onde tantas administrações sequer conseguem pagar a Folha, bom para a economia da cidade e um símbolo importante de novos tempos para Goiânia”, comemora.  (Com informações da Secom).