A produção industrial em Goiás registrou alta de 4,8% no mês de maio, em comparação com abril. Foi o melhor resultado entre as regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na mesma comparação, a produção nacional apresentou avanço de 1,4%.

Indústria automobilística se destaca com crescimento de 693%. Colheita de cana-de-açúcar e produção de biocombustível incrementam setor. Brasil registra crescimento de 1,4% no mesmo período.

O salto no crescimento da indústria coloca Goiás em primeiro lugar no Brasil. O Estado ficou acima de Minas Gerais (4,6%), Ceará (4,4%) e Rio de Janeiro (4,3%), além de ter superado São Paulo (3,9%), Mato Grosso (3,4%) e Espírito Santo (2,1%).

Caoa

Em novembro do ano passado, o governo assinou protocolo de intenções com a Caoa, montadora da Hyunday instalada no município de Anápolis, para expansão das instalações e aumento de produção.

A Caoa projeta investimentos na ordem de R$ 1,5 bilhão, o que garantiria a geração de mais de 2 mil empregos diretos e outros 25 mil indiretos, além da forte contribuição para o crescimento da indústria goiana, que se verifica agora nos números do IBGE.

O secretário de Indústria, Comércio e Serviços, José Vitti, avalia esse resultado e diz que há espaço para registro de mais crescimento. Ele aponta que a indústria de biocombustível aumenta sua produção nesse período do ano, o que ajuda nos indicadores da indústria.

“Goiás tem uma indústria consolidada, tanto a que vem da produção de biocombustíveis, bem como a de mineração, fármacos e automóveis, entre outros itens. Todas ajudam no salto da nossa produção industrial”, disse Vitti, que aproveitou para parabenizar o empresariado goiano por mais essa conquista diante de um cenário de crise econômica recorrente provocado pela pandemia.

Mineração

Destaque também foi a indústria extrativa, que registrou crescimento de 7,6% em maio, comparado com maio de 2020, com incremento da produção de ouro, ferroniobío e ferroníquel. Setores de produção industrial química também apresentaram altas, a exemplo de produtos minerais não-metálicos (19,6%) e outros produtos químicos (11,9%).

O registro da indústria goiana de maio, na comparação com o mesmo mês de 2020, foi negativo (-0,3%), o que se explica porque nesse mesmo período do ano passado parte do setor industrial goiano, especialmente na produção de medicamentos e de alimentos, não paralisou totalmente as atividades em decorrência das medidas sanitárias impostas em razão da pandemia.

Segundo o IBGE, a produção da indústria é calculada pela PIM-PF – Pesquisa Industrial Mensal Produção Física – e reflete as alterações das quantidades de bens e serviços produzidos pela indústria ao longo do tempo