Pesquisa mostra eleitor ainda se mantém distante da eleição; 65,2% podem trocar de candidato, 55,4% não definiram voto para vereador, desinteresse pelo pleito ainda é alto e a possibilidade de uma abstenção recorde se mantém.

 

Marcus Vinícius de Faria Felipe

A terceira rodada da pesquisa Grupom revela que, ou o eleitor está mais exigente, ou os candidatos não sabendo apresentar suas propostas, porque os principais nomes na disputa tiveram aumento nos índices de rejeição e perderam votos na estimulada.

O quadro entre os três primeiros colocados se manteve praticamente o mesmo, porém persiste o índice de 65,2% dos eleitores que tem um segundo nome para votar, ou seja, podem trocar de candidato até no dia da eleição. E, para piorar, houve aumento dos números de voto branco/nulo e tendência de alta na abstenção.

 

Estimulada

Vanderlan caiu 3,5 pontos percentuais ( p.p.) passando de 28,9% na pesquisa do dia 16 de outubro para 25,4% no relatório divulgado nesta quinta-feira (23/10). Talvez a queda esteja refletindo a declaração de apoio de Vanderlan ao seu colega senador, Francisco Rodrigues (DEM) de Roraima, que foi pego em operação da polícia federal com dinheiro no bumbum.

A pesquisa, que foi realizada entre os dias 25 a 28 de outubro, não chegou a medir o impacto da internação do ex-prefeito Maguito Vilela (MDB), que foi levado ao Hospital Albert Stein, em São Paulo (SP), para tratamento do covid19. A amostra registra que Maguito oscilou 0,5 p.p. negativos, passando de 21,9% para 21,4%. A Delegada Adriana Accorsi (PT) também oscilou negativamente 1,6 p.p. passando de 11,9% para 10,3%. Como a margem de erro é de 4 pontos percentuais, os três primeiros colocados tiveram oscilações dentro deste espectro.

 

Espontânea

Na espontânea os líderes apresentaram pequeno crescimento. Vanderlan subiu 2,2 p.p., passando de 20,2% para 22,4%; Maguito cresceu 2,8 p.p., saindo de 15,9% para 18,7% e Adriana subiu de 7,5% para 8% (+ 0,6%). Os deputados estaduais Allysson Lima (Solidariedade) e Talles Barreto (PSDB) também cresceram  respectivamente 1,2 p.p. e 1,1 p.p.

Rejeição

O Grupom registrou aumento na rejeição de Vanderlan Cardoso, que subiu de 12,3% para 15,1% (+ 1,8%), de Maguito Vilela, que passou de 21,9% para 25,2% (+ 3.3%) e de Major Araújo (PSL), que tinha 20,1% e agora registra 23,2% (+ 3,1%). Adriana Accorsi teve queda na rejeição que era de 17,6% e agora ficou em 15,9% (-1,7%).  O deputado federal Elias Vaz (PSB) também diminuiu em 0,7 p.p. a rejeição e Manu Jacob (PSOL) em 2,5 p.p. (ver tabela).

 

Segundo voto, indecisos, abstenção

Desde a primeira rodada mantém-se praticamente inalterado o número de eleitores que tem uma segunda opção de voto e podem trocar de candidato até o dia da eleição. Na primeira rodada (03/10) 65,5% dos entrevistados responderam que “Tem um 2º nome para mudar o voto”.  Este percentual ficou em 65% na segunda rodada (16/10) e em 65,2% nesta terceira rodada (23/10). Os eleitores que estão “Firmes e definidos com o candidato escolhido”, tiveram uma pequena oscilação de 14,3% (16/10) para 16,1% (23/10).

Os eleitores que podem votar branco ou anular o voto tiveram aumento em várias das simulações feitas pelo Instituto Grupom. Na estimulada passaram de 10,3% para 11,9% (+ 1,6%). Na espontânea de 11,1% para 12,6% (+ 1,5%), e quanto o entrevistador pergunta sobre a “firmeza do voto”, aqueles que podem anular o votar branco subiu de 10,3% para 11,9% (+ 1,6%). Este índice ainda está dentro do que se verificou em eleições passadas, mas há outros números que podem indicar uma tendência de aumento da abstenção e anulação de votos, e uma delas é outra pergunta feita pelo Grupom sobre o interesse pela eleição.

Verificou-se que aumento do número dos entrevistados que dão certeza de que irão comparecer à urna de votação. Eram 70,8% na segunda rodada, e agora são 75%. Aqueles que responderam que “talvez eu vá votar” oscilaram positivamente 2 p.p., porém os que dizem que “com certeza não irei votar” também aumentaram em 2,3 p.p. de 8% para 10,3%.

A este cenário junta-se outro que diz respeito ao “interesse pela eleição”: 28,9% afirmam que não tem nenhum interesse; 25,5% que tem “pouco interesse”; 20,9% “algum interessse” e 23,9%, muito interesse. A região Oeste da Capital (34%) registra o maior desinteresse seguida pela Noroeste (30,5%), Leste (30,1%) e Centro/Sul (24,1%), que é também a região com maior interesse (34,7%) enquanto que na Noroeste apenas 13,3% manifestaram muito interesse pelo pleito.

Considerando a pandemia de coronavírus e todas as medidas para sua contenção, nas eleições do dia 15 de novembro qual a chance de você ir votar?