Deputado apresentou moção de solidariedade aos quilombolas da comunidade Filipanos Queixa Dantas, que sofreram ação criminosa de grileiros na região

Durante a sessão da Assembleia Legislativa de Goiás na tarde de ontem (terça-feira, 14) o deputado estadual Antônio Gomide (PT) apresentou moção de solidariedade as famílias quilombolas de Mimoso de Goiás, que foram vítimas de queimada criminosa realizada por grileiros que tentam expulsar aquela comunidade de suas terras ancestrais.

O documento apresentado na Alego foi enviado à Câmara Municipal de Mimoso de Goiás. Antônio Gomide também cobrou as autoridades estaduais a apuração das causas do incêndio e a punição dos culpados. “Não pode ficar impune o crime contra a vida, contra a natureza, contra o direito de existir. Este ato criminoso quer expulsar pelo medo e violência as famílias que por gerações ocupam estas terras, e este crime não pode ficar impune”, cobrou.

O incêndio foi denunciado pelo Onze de Maio, na matéria “Vídeo: Calungas denunciam incêndio que teria sido provocado por grileiros em área de quilombo em Mimoso de Goiás”. Por meio das redes sociais, moradores do Quilombo Filipanos Queixo Dantas denuncia ação de grileiros que atearam fogo em áreas públicas que se limitam com as comunidades. O território é alvo de intensa disputa agrária. O quilombo de Mimoso  tem um total dos 57.465 há, dos quais apenas 4.051 ha estão na posse dos Kalungas  o restante  da área está sendo invadida por grileiros. O território está iniciando o processo de desintrusão, retirada  os grileiros que estão na área.

Comunidade quilombola registrou Boletim de Ocorrência contra os supostos envolvidos no incêndio criminoso

No governo do presidente Jair Bolsonaro o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) paralisou a titulação das terras o que tem contribuído para aumentar a violência de grileiros contra a comunidade quilombola neste e em outros quilombos de Goiás  e do Brasil.

Comunidade perdeu 35 mil quilos de milho colhido

Moradores da comunidade Felipanos registraram Boletim de Ocorrência onde relata que foi flagrado no ato de atear fogo funcionário de uma fazenda próxima à comunidade. O dito funcionário disse que fazia na ocasião um contra-fogo para evitar uma queimada maior, porém, apesar de todo aceiro feito pela comunidade e por outros chacareiros este foco de incêndio provocado tomou conta de toda região causando enormes prejuízo a todas famílias ali assentadas.

Foi declarada a perda de cerca de 35 mil quilos de milho, que havia sido colhido em lavouras, cercas de arame, benfeitorias, além de prejuízos incalculáveis à fauna e flora locais.