Na cidade de Goiás, Antolinda Baía Borges, a Tia Tó, construiu sua vida, foi proprietária de uma pousada e tornou-se defensora da história e da cultura goiana .

Tia Tó, que por 19 anos dirigiu o Museu de Arte Sacra de Goiás,  faleceu na quinta-feira,  24, aos 89 anos,, vítima de complicações de um acidente vascular cerebral.

Antolinda Baía Borges, a Tia Tó, é natural da antiga cidade de Curralinho, hoje Itaberaí. Ela chegou à cidade de Goiás com pouco mais de dois anos. Construiu sua vida na então capital do Estado, onde foi proprietária de uma pousada e defensora da história e da cultura locais.

Nos anos 1960, teve papel fundamental na criação do Museu de Arte Sacra da Boa Morte, instituição que reúne obras do escultor Veiga Valle e da qual foi a única diretora, até 2019.

Foi uma das pessoas que batalhou pelo título de Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, concedido à cidade de Goiás pela Unesco, em 2001.

Tia Tó foi guardiã das igrejas da cidade de Goiás pela Fundação Nacional Pró-Memória, precursora do Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O vereador Ronaldo Caiado emitiu nota de pesar:

“Aos familiares, amigos e vilaboenses que hoje perdem sua maior representante, manifestamos nossos sentimentos. Que Deus, em sua infinita bondade, possa confortar o coração de todos neste momento de grande consternação e pesar.