Lideranças políticas, profissionais liberais e sindicalistas goianos comentam Datafolha que revela que o presidente Jair Bolsonaro desidrata entre os pobres, encolhe na classe média, diminui entre os mais ricos e vê popularidade derreter com a má gestão da saúde e da economia.

Renato Dias
A cortina se abriu, a máscara caiu e a população do Brasil já entende o caráter da ‘Era Jair Bolsonaro’, como apontam os números da Pesquisa Datafolha, com quase de 50% de péssimo ou ruim, avalia o deputado federal Rubens Otoni Gomide [PT].

Na renda familiar entre 2 e 5 salários a rejeição (ruim ou péssimo) a Bolsonaro era baixa no ano passado; e passou a crescer muito aceleradamente a partir de abril último, chegando a 42% em maio.

Mais de 25 mil mortos pela Pandemia do Coronavírus Covid 19, com 1 milhão e 100 mil desempregados com carteira assinada apenas nos últimos dois meses.

“A pesquisa é o humor das ruas, hoje, contra o Governo Federal”

Pandemia descontrolada e economia em queda desgastam do Palácio do Planalto. O Brasil é o epicentro mundial. Tanto da Pandemia quanto do desemprego.

Entre as famílias mais pobres, maioria no país, com renda até 2 salários, na qual o Datafolha tinha apontado uma queda na rejeição de Bolsonaro em abril, houve novamente alta nas notas ruim e péssima, que chegaram a 43%, contra 31% de bom e ótimo.

Presidente do PSTU, em Goiás, Rubens Donizetti, advogado trabalhista, membro da IV Internacional, a Liga Internacional dos Trabalhadores [LIT], afirma que Jair Messias Bolsonaro, presidente da República, é o responsável pelo genocídio no País, cava os túmulos, com previsão para 125 mil mortos, joga com a fome para barrar a quarentena e o isolamento social.

Rubens Donizeti: “A perspectiva que apresenta é ‘revolucionária’, discursa. Longe do ‘reformismo’, ele dispara.
É ‘reforma ou revolução’ frente à situação aberta pela Pandemia”, frisa

O Brasil exige paz e não encontra, admite o advogado Luciano Almeida de Oliveira. O pivô da ruptura e da discórdia é o capitão reformado do Exército, Jair Messias Bolsonaro, registra o Operador do Direito. É uma usina de crises, fuzila. O Congresso Nacional, Poder Legislativo, e o Supremo Tribunal Federal [STF], Poder Judiciário, divergem, se divorciaram, do Poder Executivo, ocupado, hoje, pelo clã, reclama. É simples, resume.

Bolsonaro não está à altura dos desafios, avalia Luciano Almeida

Ex – preso político sob a ditadura civil e militar [1964-1985], Cristiano Rodrigues é ex-integrante da Organização Marxista Revolucionária – Política Operária. A Polop. Fundada no ano de 1961.

Membro da Associação dos Anistiados do Estado de Goiás [Anigo], ele crê que a base social do presidente da República, Jair Bolsonaro, erodiu-se, e a sua representatividade no Congresso Nacional se enfraqueceu.

Como a Pandemia, a recessão mundial, o aquecimento global, a crise financeira.
Brasília está, hoje, sem comando, decreta o advogado Cristiano Rodrigues.

_O aumento dos índices de rejeição constitui resultado da alta do dólar, queda da bolsa, déficit primário, assim como da dificuldade de produção na economia nacional.
A reprovação de 43% não reflete a gravidade da crise, admite Edival Lourenço, ex-secretário de Estado da Cultura. O Governo Federal faz uma ‘cortina de fumaça’, afirma o ex-presidente da UBE[GO]. O imbróglio político é para esconder os números da Pandemia do Coronavírus Covid 19, pontua o Prêmio Jabuti 2012. .A hora que cair a ficha a queda do inquilino do Palácio do Planalto irá se acelerar.

Com mais de 25 mil mortos. Jair Bolsonaro é um ‘negacionista’, declara o escritor Edval Lourenço.

_ O Governo Federal não executou os fundamentos para enfrentar a Pandemia do Coronavírus Covid 19, o PIB despencará ea inflação voltará a subir.
É o que explica a elevação da rejeição, no levantamento estatístico do Datafolha, de Jair Bolsonaro, presidente da República, crê Senivaldo Ramos.

“A minha visão sobre este governo é pessimista:  Bolsonaro não tem projeto para gerar empregos. Milhões de brasileiros correm risco de não ter renda mínima para sobrevivência”, denuncia Senivaldo Ramos.

“A escalada do desemprego começou, alerta. “Dados do Caged mostram que um milhão e 100 mil trabalhadores com carteiras assinadas e direitos trabalhistas perderam empregos nos últimos 30 dias”, frisa.

O setor com renda acima de 10 salários é composto, por sua vez, pela elite do funcionalismo público, empresários, e trabalhadores ultraespecializados. Bolsonaro ainda tem apoio de 42% neste segmento, mas a rejeição chegou a 49%.

Nada será como antes
_ Depois da Pandemia, nada será como antes.
Após o Covid 19 ninguém possui certeza, destaca Jardel Sebba. Um festival de dúvidas, analisa. Existe um caos na saúde, admite. Agora, o número de mortos, em relação ao de contaminados, é pequeno, avalia. A crise na economia, em uma análise comparativa, poderá provocar um dano maior, atira. Os gestos e comportamentos de Jair Bolsonaro, ao sair de casa, não usar máscara, recusar-se a utilizar álcool-gel, não manter distância física são errados, ele desabafa.
_ O STF erra também ao tentar legislar e atuar como Poder Executivo. A requisição do celular pessoal de Jair Bolsonaro é estapafúrdia. Além disso, a Globo faz uma cobertura midiática editorializada e tendenciosa. Não sou, porém, um Bolsonarista. Longe disso.