O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes pode pauta nesta terça-feira (9) o julgamento da suspeição do ex-juiz Sergio Moro nos processos do ex-presidente Lula na Segunda Turma da corte.

Da RBA

O caso está parado desde 2018, com pedido de vista de Mendes. A informação sobre a possibilidade de retomada do julgamento é antecipada pela coluna de Juliana Dal Piva no Uol.

“Os advogados do ex-presidente Lula (PT) estão também estudando a decisão do ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal) para avaliar uma reação contra a tentativa de impedir o julgamento de suspeição de Moro”, afirma a colunista.

“Na segunda-feira (8), Fachin, relator da Lava Jato na Corte, decidiu anular as decisões de Moro nos casos envolvendo o petista por entender que a 13ª Vara Federal de Curitiba não era competente para os processos. Com isso, as condenações foram tornadas nulas e Lula voltou a ter direitos políticos”, destaca.

Segundo a coluna, o presidente Lula recebeu a notícia da decisão em seu apartamento, em São Bernardo do Campo. “Ele está cumprindo medidas de isolamento social para se proteger da covid-19, apesar de já ter sido infectado uma vez. A família possui preocupação com as variantes do novo coronavírus.”

A coluna também destaca que Lula “está aguardando sua vez na fila de vacinação que deve ocorrer na próxima semana, conforme foi anunciado pelo calendário do governo paulista. Lula tem 75 anos. A expectativa é que ele faça nesta terça-feira (9) um pronunciamento. Advogado e ex-deputado federal, Wadih Damous contou à coluna que estava feliz com a decisão de uma tese processual que foi levantada pela defesa de Lula de desde o início do processo”.

O julgamento da suspeição do ex-juiz Sergio Moro é importante para o ex-presidente porque Fachin manteve válidos os atos que instruíram as investigações. “Nós sempre dissemos que Curitiba não é a vara competente. Só agora, depois que o homem foi linchado moralmente, impedido de disputar a eleição em 2018, se reconhece uma questão elementar de direito”, criticou Damous, que auxiliou a defesa, em entrevista à colunista.