O voto do ministro Gilmar Mendes, durante sessão do Supremo Tribunal Federal e analisou as ilegalidades da Lava Jato, tornou-se um libelo de defesa do Estado de Direito e do garantismo aos direitos do cidadão.

O ministro Gilmar Mendes fez duras críticas durante a sessão do STF que analisou as irregularidades cometidas pela força tarefa da Lava Jato, conduzida em Curitiba pelo procurador Deltan Dallagnol e sob interferência direta do ex-juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal.

Gilmar Mendes denunciou o “partido dos procuradores”, que tinha entre outros projetos a eleição de cinco procuradores ao Senado, entre eles Deltan Dallagnol que numa das mensagens disse: “coitado do Álvaro (Dias) eu vou tomar o mandato dele”.

Gilmar citou as denúncias da Vaza Jato, publicadas pelo site The Intercept Brasil e denunciou que as prisões da Lava jato eram uma forma de colher provas e levar a confissão: as prisões provisórias era usadas como instrumento de tortura, afirmou.

Gilmar Mendes disse que quem investiga tem que observar o Estado de Direito. E na sua fala, Moro e os integrantes da Lava Jato são chamados de gângsters, daí para cima.

No seu “Tijolaço”, o jornalista Fernando Brito observa que “Gilmar falou sob um silêncio absoluto de constrangedor de seus pares, mas não o teria feito se não soubesse que já nenhum deles quer botar o pescoço na corda pela Lava Jato. Gilmar nem se pejou de repetir as chacotas entre Moro e Dallagnol e entre este e seus colegas, como os famosos “In Fux We Trust” e o “Aha, uhu, o Fachin é nosso”, alem de terem chamado de “frouxa” a Ministra Cármem Lúcia”.

Diz que “não parece haver dúvidas de que Moro era o verdadeiro chefe da Força Tarefa”. A votação sobre a suspeição das ações de Sergio Moro como juiz deve ser realizada nos próximos dias.

 

Gilmar critica as dez medidas e o “modus operanti” da Lava Jato e do ex-juiz Sérgio Moro: “Ninguém combate crime, cometendo crimes”.