Segundo dados do Inpe – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais eis um panorama das queimadas pelo país. O Inpe fornece dados coletados por satélites e são disponibilizados diariamente. Veja as tabelas a seguir.

Outubro começa com dados preocupantes na América do Sul. O Brasil segue aumentando sua média mensa de focos de incêndio, seguido da Argentina. Peru, mesmo com poucos focos neste início de mês, na comparação com outros países, apresentou um aumento de 5.450%, indo de 2 focos para 111 focos.

Nos últimos cinco dias, Peru e Colômbia mostraram aumentos expressivos de focos de incêndio. Peru teve um ameto de 5.450% e Colombia, 3.800%. Argentina manteve no dia 1 de outubro o mesmo patamar (alto) do dia 30 de setembro. Brasil apresentou um aumento de 47% de 30 de setembro para 1 de outubro, alcançando 3.532 focos.

A situação dos estados em cada dia 1 do mês.

O Estado Goiás registrou aumento de 308% no número de focos de incêndio na comparação entre 1º de junho a 1º de outubro deste ano. No Amazonas  o número de incêndios aumentou absurdos 34.000%; no Pará, 11.683%,  Maranhão, 3.450%, na Bahia, 1.580%; em Minas Gerais, 1.550%; no Mato Grosso, 911% e no Piauí, nova fronteira da soja, 2.683%. Este números altíssimos demonstram que as causas dos incêndios não podem ser naturais, reforçando as denúncias, já apuradas pela Polícia Federal da ação criminosa de pecuaristas, grileiros e sojicultores provocando incêndios em parques, áreas de preservação, sítios quilombolas e reservas indígenas.

Acre tem destaque negativo no número de focos: um aumento de 4.755% do dia 30 de setembro para 1 de outubro, indo de 8 para 390 focos. Minas Gerais, mesmo não sendo o estado com mais focos, tem apresentado oscilações preocupantes. O mês de outubro começa com 505 focos observados. Maranhão também passa pelo mesmo problema.

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