O jornalista Hélio Gaspari escreveu artigo na Folha comentando a apreensão de 39 kg de cocaína no avião da comitiva do presidente Jair Bolsonaro, e elencou outros incidentes ocorridos com pessoas próximas ao presidente.

 

Entre os casos, Gaspari citou o o miliciano, que mora do mesmo condomínio de Bolsonaro,  e que foi acusado da morte da vereadora Marielle Franco no Rio de Janeiro. Lembrou também as rachadinhas no gabinete de Flávio Bolsonaro, quando este era deputado estadual, e avaliou que se estes fatos ocorressem em governos petistas, o tratamento da Justiça e da mídia seriam outro.

Confira os principais pontos do artigo, que foi reproduzido no site Brasil 247 :

“Se um juiz tivesse oferecido ao advogado de José Dirceu a apresentação de uma testemunha (“a fonte é séria” ) para defendê-lo.

Se um miliciano acusado de ter matado a vereadora Marielle fosse vizinho de Dilma Rousseff.

Se um ex-PM administrasse um regime de rachadinhas com funcionários de gabinete de Fernando Haddad.

Em todos esses casos alguém poderia dizer que foi “falta de sorte” a Lula, Dirceu, Dilma e Haddad, pois eles nada teriam a ver com os malfeitos dos outros.

Falta de sorte mesmo é ter que ouvir o ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, dizer que uma maleta de cocaína num avião da FAB a serviço da Presidência, na véspera da reunião, do G-20 foi um azar.”