FNP defende vacinação imediata de profissionais da educação e diz que não é hora de pautas de costumes e liberação de armamentos, mas de vacinar a população nos municípios

Em ofício enviado ao Ministério da Saúde, entidade reitera importância de vacinar trabalhadores do setor antes do início das aulas

A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) manifestou preocupação com os profissionais da educação em ofício enviado na última sexta-feira, 12, ao Ministério da Saúde. Com o retorno iminente das aulas, o presidente da entidade, Jonas Donizette, reiterou a necessidade de vacinar imediatamente esses trabalhadores e trabalhadoras. Leia na íntegra.

No documento endereçado ao ministro Eduardo Pazuello, Donizette acredita que a vacinação trará mais segurança às aulas presenciais, mesmo que em sistema híbrido. A medida se torna necessária pois há grandes riscos de contaminação pelo novo coronavírus. Segundo relatório do Sistema Público de Saúde do Reino Unido, divulgado em janeiro deste ano, as escolas foram responsáveis por três vezes mais possíveis surtos de COVID-19 do que hospitais de outubro para cá.

Em nota, a entidade afirma que no dia 14 de janeiro, em reunião entre o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e mais de 130 governantes das médias e grandes cidades do país, pediu encontros para o acompanhamento da vacinação a cada dez dias, mas, passados 30 dias nenhuma reunião foi feita.

Os prefeitos ainda afirmam se tratar de um desrespeito Bolsonaro conduzir políticas de liberação de armas e munições enquanto o país vive uma forte onda de casos de coronavírus e vê, mais uma vez, milhares perdendo a vida a cada poucos dias.

“Por isso, a FNP reitera que não é momento para discutir e avançar com a pauta de costumes ou regramento sobre aquisição de armas e munições. Isso é um desrespeito com a história dos mais de 239 mil mortos e uma grave desconsideração com a população. A FNP reforça que vacinar imediatamente os profissionais da educação é zelar por toda a comunidade educacional, que hoje corresponde a ¼ de toda a população brasileira”. frisa