Reportagem da Revista Fórum mostra que o Bioma enfrenta recorde histórico de focos de fogo neste ano e 15% de sua área já foi queimada; tragédia repercute e obriga governo Bolsonaro a liberar verba para combater incêndio.

Por Fabíola Salan

O recorde histórico de focos de incêndio que o Pantanal está enfrentando neste ano já consumiu cerca de 15% do bioma, segundo estimativa do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo). A tragédia repercutiu de tal forma que o governo Bolsonaro liberou R$ 10 milhões nesta quarta-feia (16) para combater o fogo. A pergunta que fica é: estamos vendo os últimos dias de Pantanal? Ele corre risco de acabar?

Especialistas ouvidos pela Fórum alertam: ele corre, sim, risco de acabar, se não forem adotadas medidas preventivas contra os incêndios.

“Em uma perspectiva fatalista de muitos cientistas, o Pantanal, a Amazônia e o Cerrado já estão com dias contados em razão de má gestão política que hoje desgoverna este país”, afirmou Michèle Sato, doutora em ecologia e integrante do Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte (GPEA) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Para Thiago Junqueira Izzo, professor e coordenador da pós-graduação em Ecologia e Conservação da Biodiversidade, da UFMT, a extensão dos danos provocados pela situação inédita pode deixar o Pantanal sem capacidade de se restaurar integralmente. “O sistema perde resiliência”, afirmou. “Ele não tem capacidade de voltar ao que era antes porque muitas espécies vão ser extintas localmente”, explicou. Na avaliação do especialista, é grande a possibilidade de que os danos demorem muito tempo para serem recuperados.

 

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