Matéria de capa do jornal mostra que reabertura do comércio mais que dobrou infecções e mortes pelo coronavírus nas regiões metropolitanas de Goiânia, Entorno de Brasília e Rio Verde. Reportagem do Onze de Maio também já havia alertado sobre aumento de mortes por doenças respiratórias.

Reportagem em O Popular desta segunda-feira,  15,  assinada pelo jornalista Marcio Leijoto, confirma aquilo que especialistas alertavam: a flexibilização do comércio e atividades industriais acelerou a contaminação pelo coronavírus nas grandes cidades.

Segundo Leijoto foram apurados junto as prefeituras mais de 10 mil infectados em todo Estado, embora oficialmente, pela Secretaria Estadual de Saude, sejam 7.944. Somente em Goiânia são mais de 3.000.

Aparecida de Goiânia, Trindade, Senador Canedo, Anápolis e todas as 19 cidades que compõe a RMG (Região Metropolitana de Goiânia), além de municípios ligadas ao agronegócio como Rio Verde, Goianésia e outras, também  registraram alta no número de contaminados, pois o isolamento social  que, em média era acima de 60% caiu abaixo de 35% entre a segunda quinzena de abril até o final de maio.

A reportagem mostra que Aparecida e Rio Verde, além das cidades do Entorno de Brasília (com apoio do Governo do Distrito Federal) são as  que mais realizam testes no Estado, fato que contribui para melhor diagnóstico e controle nestas localidades. Por outro lado, a ausência de testes nas demais cidades indica falta de apoio para esta política por parte dos governos estadual e federal.

O gráfico produzido pela matéria, que compara o número de casos de 19 de abril, data da reabertura do comércio até sábado passado (13 de junho), mostra a gravidade da situação: após a flexibilização Goiânia passou de 231 para 3.229 infectados, Aparecida de Goiânia 12 para 1.050, Rio Verde de 13 para 2.420.

Reprodução infográfico O Popular.

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Subnotificação

Este site também tem alertado para o aumento dos números de infectados, evidenciados na matéria “Subnotificação: Cartórios registram aumento de mortos por doenças respiratórias em Goiás  e no Brasil”, publicada no dia 8 de junho.

Os dados foram obtidos junto ao Portal da Transparência dos Cartorios de Registro Civil e revelam, aumento de mortes por pneumonia,  insuficiência respiratória, sindrome respiratória aguda grave (SRAG) infecção generalizada (sepcetimia). As doenças respiratórias são as principais causas de óbitos pelo covid19

 Em 2019 em todo o país, foram registrados 482.200 óbitos por doenças respiratórias, nestes seis meses de 2020 este número foi ampliado por 492.540.

Houve um aumento de 74,26% nas mortes por SRGA (Síndrome Respiratória Grave Aguda): 591 óbitos em 2019 e 7.960 em 2020. Em Goiás alta de 41,86%: de 18 para 43 mortes.

Os casos de insuficiência respiratória também subiram exponencialmente, considerando 41.215 óbitos em 2019 para praticamente o mesmo número  (40.487) em 2020. Comparando-se os períodos (seis meses de 2020 contra doze de 2019) é como se morressem duas vezes mais pessoas da doença.

Em 2020 houve aumento dos mortos por insuficiência respiratória em Goiás que contabilizou 1.271 óbitos no ano passado e 1.292 neste ano.

Os casos de pneumonia levaram à morte 92 mil pessoas  em 2019 e já são 79.890 nem 2020; no Estado de Goiás registraram-se 2.699 e 2.372, respectivamente. Também chama atenção o crescimento dos óbitos por septicemia (infecção generalizada), que vitimou 74.230 brasileiros no ano anterior e 65.359 nos seis meses deste ano.  Entre os goianos foram 1.607 (2019) e 1.558 (2020).

 

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