O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), classificou como uma “decisão mais uma vez errada” a resolução de Jair Bolsonaro de suspender a compra de seringas.
Do jornal O Dia
No Twitter, o governador repostou uma matéria do UOL noticiando a suspensão determinada pelo presidente e comentou que “o correto é usar o poder de requisição administrativa”, prevista na Constituição Federal.
A chamada “requisição administrativa” traduz um ato administrativo que prevalece o interesse público sobre os interesses privados. Sob um instrumento de intervenção estatal, em situação de perigo público iminente, a autoridade pode utilizar a propriedade particular, assegurada ao proprietário a indenização posterior, se houver dano.
Segundo o governador, Jair Bolsonaro não tem medo de passar vergonha. Há pouco, ele postou em seu facebook um texto em que registra que nenhum brasileiro ainda foi vacinado e relaciona países que já iniciaram a campanha de imunização.

Com o texto, ele tenta passar a mensagem de que ainda não houve vacinação em massa — não foi concluída, mas já teve início.
Ele também tenta explicar por que o Ministério da Saúde ainda não comprou as seringas necessárias para a campanha de vacinação.
Segundo Dino, ao invés da suspensão da compra das seringas, Bolsonaro devia se ater à intervenção estatal e garantir a compra para impedir maiores riscos à saúde pública decorrentes da pandemia da Covid-19. Além disso, o governador aponta que também “seria o caso de aplicar a Lei Delegada 4. Mas esta foi equivocadamente revogada em 2019 pela tal Lei da Liberdade Econômica”.
Nesta quarta, Bolsonaro utilizou suas redes sociais para responsabilizar a indústria pelo fracasso do governo na aquisição de seringas e afirmou a suspensão da compra até que “os preços voltem ao normal”.