O ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, revogou nesta quinta-feira (13/8) a liminar concedida em favor de Fabrício Queiroz, investigado por esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Com a decisão, ele deve retornar à prisão. A informação foi publicada pelo jornal O Globo.

Queiroz foi preso em 18 de junho, mas em 9 de julho teve a substituição da preventiva pela domiciliar concedida pelo presidente do STJ, ministro João Otávio de Noronha, que decidia as urgências durante o recesso judicial. A decisão também alcançou a mulher de Queiroz, Márcia Aguiar, que estava foragida e agora deverá ser presa.

A decisão do presidente da corte foi tomada levando em consideração a situação de saúde de Queiroz, que tem câncer e, assim, se enquadra na Recomendação 62/2020 do CNJ. Já Márcia Aguiar teve a domiciliar concedida porque Noronha considerou “razoável presumir que sua presença ao lado dele é recomendável para lhe dispensar as atenções necessárias”.

Segundo o Ministério Público, Queiroz faz parte de um esquema em que funcionários do então deputado estadual — hoje senador — Flávio Bolsonaro devolviam parte do salário e o dinheiro era lavado por meio de uma loja de chocolate e de investimentos em imóveis.