Goias já registra mais de 100 mil contaminados e se aproxima de três mil óbitos.

Regina Castro (CCS/Fiocruz) – Relativo às semanas epidemiológicas 31 (26 de julho a 1º de agosto) e 32 (2 a 8 de agosto), o novo Boletim Observatório Covid-19 Fiocruz indica que a disponibilidade de leitos de UTI para Covid-19 vem se mostrando uma questão menos crítica no país como um todo. No entanto, estados como Tocantins, Santa Catarina, Goiás e o Distrito Federal ainda se encontram em alerta máximo. Além disso, Mato Grosso e Rio Grande do Sul estão em níveis preocupantes em relação às suas taxas de ocupação.

Divulgado quinzenalmente pela Fiocruz, o documento traz um panorama geral do cenário epidemiológico da pandemia, com indicadores-chave para o monitoramento da situação nos estados e regiões do país.

Em relação ao número de casos e de óbitos, a análise revela que a maior parte das unidades da federação apresentou condições de manutenção da pandemia em níveis ainda críticos nas duas últimas semanas epidemiológicas (26/7 a 8/8), com ligeira tendência de queda no número de casos e óbitos por Covid-19 em Rondônia, Sergipe e Rio de Janeiro.

Nas regiões Sul (Paraná e Santa Catarina) e Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul), foi observada tendência de aumento de casos e mortes. Outro dado preocupante é a alta taxa de letalidade observada no Rio de Janeiro e Pernambuco, o que pode indicar a deficiência na realização de testagens e a gravidade dos casos de Covid-19.

Os estados de Rondônia, Alagoas, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal apresentam taxa de incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) superior a 10 casos por 100 mil habitantes. Entretanto, vale apontar que o Boletim InfoGripe, também produzido pela Fundação, referente à semana epidemiológica 32 (de 2 a 8 de agosto), indica que vários estados apresentaram tendência de redução do número de casos de SRAG.