Lideranças de centro-direita descartam apoio a Bolsonaro e dizem que num eventual segundo turno podem apoiar a candidatura do petista.

Após o discurso em São Bernando do Campo, no dia 10/3, onde sinalizou que quer conversar com todos os setores da sociedade, o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) vem recebendo sinalizações para o diálogo.

O primeiro a se pronunciar foi o ex-presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM), que pelo twitter pontuou as diferenças entre Lula e Bolsonaro:

“Você não precisa gostar do Lula para entender a diferença dele para o Bolsonaro. Um tem visão de país; o outro só enxerga o próprio umbigo. Um defende a vacina, a ciência e o SUS; o outro defende a cloroquina e um tal de spray israelense”.

Ontem foi a vez do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) apresentar seu ponto de vista. Em longa entrevista ao UOL, FHC disse:

“O Lula foi calejado pela vida. Isso conta. Não é nenhum principiante. Ele deu uma entrevista agora e acertou em uns pontos fundamentais, ele tem jeito para a coisa. Acho que Lula tem experiência do mundo, do Brasil, da pobreza e enriqueceu. Não sei se Lula vai ter condições para ser candidato, ou se seria o melhor candidato, mas acho que se ficar entre ele e Bolsonaro, voto em quem for menos pior”, afirmou FHC em entrevista ao jornalista Tales Faria, do UOL.

Presidente nacional do PSD, o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab também se manifestou sobre o petista,  em entrevista ao jornalista Marcelo de Moraes, publicada no Estado de S. Paulo.

“O ex-presidente Lula é uma figura de peso na política brasileira. Mas, como em qualquer país do mundo, uma ideologia de esquerda sempre tem uma rejeição maior do que a de centro. Em outros momentos, Lula teve a habilidade de construir alianças que levaram sua proposta um pouco para o centro. Ele, ao longo da vida, sempre teve muita habilidade. Vamos aguardar os próximos acontecimentos”, afirmou.

Kassab também avaliou nomes como Henrique Mandetta, Luciano Huck ou Ciro Gomes, se mostrou foi cético.

 “Eu não acredito em candidatura de proveta. A candidatura da direita, do Bolsonaro, é natural. Ele é o candidato da direita. A candidatura do Lula é natural na esquerda. Os partidos que têm mais afinidade com o centro, cada um vai procurar o seu caminho. Naturalmente, podem se entender ou não. Caso não se entendam no primeiro turno, se entenderão no segundo. Eu acredito muito que cada partido tem de ter o seu caminho. É evidente que, se puder estar junto no primeiro turno, pode até ser positivo. Mas estar juntos artificialmente não leva a lugar nenhum”, resumiu.

Com informações do UOL, Estadão e Brasil 247

 

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