Foi pago, bem depressa, o preço da cabeça de Rodrigo Maia.

por Fernando Brito, no Tijolaço

Jair Bolsonaro já nomeou o pupilo de ACM Neto, o deputado federal João Roma, como Ministro da Cidadania – leia-se, do Bolsa-Família e do Auxílio Emergencial – no lugar de Onyx Lorenzoni, que vai ocupar a vaga deixada pela indicação de Jorge Oliveira, ex-funcionário de gabinete dos Bolsonaro, na Secretaria Geral da Presidência.

Roma, que é pernambucano, transferiu-se para Salvador e se tornou chefe de gabinete de ACM Neto, de quem era chamado “fiel escudeiro”. Continua sendo e será ministro em seu nome.

Logo ali, como diria Severino Cavalcanti, no “ministério que embolsa voto”.

Quem quiser que acredite na historinha de que ACM não queriam para não explicitar agora a aliança que deseja para o ano que vem.

É o passo mais decisivo para a aliança Bolsonaro – DEM em 2022, mesmo que o presidente opte por uma legenda nanica para disputar a reeleição. A parte que o DEM leva é a prioridade na disputa dos governos estaduais, claro que com o próprio ACM Neto e Ronaldo caiado puxando a fila. Eduardo Paes vira parceiro de desgraça de Rodrigo Maia ou desiste do governo do estado em 22. Em São Paulo, Rodrigo Garcia, vice de João Doria, ou deixa o partido ou a candidatura. Ou ambos.

A Arena está sendo remontada a toque de caixa. Registradora, inclusive.