Matéria veiculada pelo jornal Metrópole, de Brasília, conta que durante as quatro horas de depoimento do médium ocorrem  explosão, acidentes de moto, cano quebrado e computador que funciona sozinho, fatos que deixaram os policiais tensos.

Enviadas especiais a Goiânia (GO), as jornalistas Luísa Guimarães e Manoela Albuquerque, do jornal Metrópoles, de Brasília, relataram que um verdadeiro “poltergeist” correu da Deic (Delegacia de Estado de Investigação Criminal), onde o médium João de Deus prestou quatro horas de depoimento.

O termo Poltergeist é a junção dos termos em alemão “polter” – que significa barulho, ruído – e “geist” – espírito, fantasma. Logo, poltergeist quer dizer literalmente “espírito barulhento”. O nome ficou conhecido pelo filme do diretor Tobe Hoper, exibido em 1982,  que narra os estranhos acontecimentos que acontecem na casa de uma família da Califórnia, quando fantasmas começam a se comunicar com eles através de um aparelho de TV e sequestram a filha mais nova do casal que fica presa no aparelho de televisão.

Durante o depoimento de João de Deus, vários fatos incomodaram os escrivães e agentes policiais que ouviam o médium. De acordo com a narrativa das jornalistas do Metrópoles, “o  primeiro susto foi o acidente do escrivão que seria responsável por transcrever o depoimento do líder espiritual. Ele caiu de moto momentos antes da oitiva e teve o braço fraturado. Ele estava a caminho de Anápolis (GO), onde o médium seria ouvido inicialmente. A oitiva acabou sendo transferida para Goiânia”, relatam.

Outro problema, segundo a reportagem, aconteceu no computador da delegacia, recém-adquirido. O teclado começou a funcionar sozinho e a inserir caracteres estranhos no texto por pelo menos quatro vezes.

Uma explosão no sistema elétrico assustou a equipe da delegacia. Uma extensão que seria usada para ligar o ar condicionado não suportou a carga e chegou a pegar fogo. O incidente também queimou o frigobar da delegacia e diversas tomadas.

Os ocorridos movimentaram os bastidores do caso. “O comentário existe por envolver uma questão de religião, mas nada interferiu no trabalho”, disse o delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, André Fernandes.

Por fim, assim que João de Deus chegou ao Núcleo de Custódia do Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia (GO), onde está preso, um cano estourou e alagou toda uma área.

Os policiais relatam, ainda, que um cinegrafista de televisão que atuava na cobertura do caso também sofreu um acidente de moto.