88 páginas eram operadas por funcionários da Presidência e dos gabinetes de Flávio e Eduardo Bolsonaro.

O Facebook tirou do ar nesta quarta-feira 88 contas, páginas e grupos ligados a funcionários dos gabinetes de Jair Bolsonaro e aliados. Entre eles, segundo reportagem do Globo, estão o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e os deputados estaduais Alana Passos e Anderson Moraes, ambos do PSL-RJ.

Segundo a rede social, as páginas (no Facebook e no Instagram) atuavam para enganar o público, escondendo a identidade dos administradores, desde as eleições de 2018. Juntas, mobilizavam uma audiência de mais de 2 milhões de pessoas, de acordo com pesquisadores estadunidenses do Digital Forensic Research Lab (DRFLab), especializados no combate às fake news em ambiente online.

Em relatório, o DRFLab aponta que a rede era controlada por ao menos cinco funcionários e ex-funcionários dos gabinetes bolsonaristas. Entre eles, estava Tércio Arnaud Thomaz, assessor especial da Presidência da República, que controlava as páginas “Bolsonaro Opressor 2.0”, seguida por mais de 1 milhão de pessoas, e a @bolsonaronewsss, com 492 mil seguidores.

No documento, o DRFLab diz que “muitas páginas do conjunto foram dedicadas à publicação de memes e conteúdo pró-Bolsonaro enquanto atacavam rivais políticos.

Uma dessas páginas foi a página do Instagram @bolsonaronewsss. A página é anônima, mas as informações de registro encontradas no código fonte confirmam que pertence ao Tercio Arnaud”. Segundo os pesquisadores, o “conteúdo era enganoso em muitos casos, empregando uma mistura de meias-verdades para chegar a conclusões falsas”.

O relatório também cita Paulo Eduardo Lopes, mais conhecido como Paulo Chuchu, que, de acordo com o DRFLab, “aparece como um dos principais operadores de rede”.